Critérios de meritocracia científica e a SIGEP (e-mails)


De: Manfredo Winge
Enviada em: sábado, 21 de janeiro de 2012 13:20
Para: Antonio Carlos Sequeira Fernandes; Carlos Fernando de Moura Delphim ; Carlos Schobbenhaus ; Cassio Roberto da Silva ; 'Célia Regina de Gouveia Souza ; Celma do Carmo Souza Pinto ; 'Clayton Ferreira Lino '; Cristiano Fernandes Ferreira ; 'Diogenes de Almeida Campos '; Emanuel Teixeira de Queiroz ; 'Gilberto Ruy Derze '; Irma Tie Yamamoto ; 'João Wagner de Alencar Castro '; Jocy Brandão Cruz ; José Carlos Ribeiro Reino; 'José Eloi Guimarães Campos '; Leonardo José Cordeiro Santos ; 'Marcello Guimarães Simões'; 'Max Cardoso Langer '; Mylène Luíza Cunha Berbert-Born ; 'Ricardo Latgé Milward de Azevedo '; Rogério Loureiro Antunes ; 'Sidney Ribeiro Gonzalez '; Vanda Carneiro de Claudino Sales; 'Wagner Souza Lima '; 'William Sallun Filho '
Cc: Dep. Adão Villaverde ; Dep. Osmar Terra ; Dep. Vieira da Cunha ; Sen. Ana Amélia ; Sen. Cristovam Buarque; Sen. Paulo Paim ; Sen. Pedro Simon ; Egberto Pereira ; Gilmar Vital Bueno ; Ginaldo A. da Cruz Campanha ; Gláucia Nascimento Queiroga ; Joel Barbujiani Sigolo ; Lucia Travassos da Rosa Costa ; Moacir José Buenano Macambira
Assunto: Critérios de meritocracia científica

Prezados editores e demais colegas da SIGEP,

 já tratamos anteriormente da dificuldade na SIGEP (http://sigep.cprm.gov.br/) de ser implementado, em velocidade adequada, o nosso programa de INVENTÁRIO com registro sistematizado de nossos Sítios ou Monumentos Geológicos do Brasil, na forma de capítulos científicos disponibilizados na internet e em livro, havendo, mesmo, um desinteresse progressivo da comunidade geocientífica em apresentar novas propostas de geossítios e, até, de elaborar os textos de sítios já aprovados com compromisso de descrição.
A causa dessa situação foi-nos dita por um colega:- para o currículo oficial de pesquisador mais valem artigos, mesmo que correspondentes a fragmentos de uma linha de pesquisa, em revistas científicas internacionais reconhecidas do que a sistematização completa em livros que objetivem sistematizar/organizar o conhecimento de nossas realidades regionais ou nacionais.
Essa questão é abordada na carta do reitor da UnB anexa que encaminhamos para avaliação de nossos colegas com vistas, quem sabe, a sensibilizar os órgãos de financiamento das pesquisas científicas para a revisão dos critérios e metodologias de avaliação curricular nas geociências contemplando um pouco melhor as publicações locais sem perder de vista pontos básicos como os de excelência e ineditismo.

Sds
Manfredo

Manfredo Winge
Representante da SBG na SIGEP


ANEXO:

De: reitor@unb.br [mailto:reitor@unb.br]
Enviada em: sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 21:20
Assunto: Carta do Reitor

 Brasília 20 de janeiro de 2012

 Caríssimo(a)s colegas,

 Quero iniciar uma discussão que considero fundamental para determinar o sentido e o alcance do conhecimento que realizamos na universidade. Em cartas subseqüentes continuarei a desdobrar o assunto.
Desde o final dos anos 1990, a educação de nível superior brasileira agregou uma nova lógica ao seu desempenho: a valorização da atividade docente e de pesquisa pela aferição de publicações científicas em periódicos qualificados. Esta estratégia de gerenciamento da produção visava originalmente estimular o desenvolvimento científico e colocar o Brasil no mesmo patamar internacional de indexação da atividade científica.
 Sua aplicação indistinta a todas as áreas de conhecimento e uma apropriação excessivamente quantitativista contudo, têm apresentado efeitos preocupantes para a autonomia dos pesquisadores e para a identidade das instituições a que se vinculam.
 Atrelados a um regime individualista, professoras e professores, pesquisadores de nível superior, tem suas estratégias de investimento do tempo de trabalho orientadas para a produção em massa de pequenos bits de informação – cabe lembrar, por exemplo, o quanto os livros são desvalorizados em relação aos periódicos, chegando a pontuar apenas um décimo destes.
Não discuto aqui a anunciada inflação da Sociedade do Conhecimento que essa superprodução de informação tende a provocar. Antes, nossa atenção deve se voltar para a maneira como se conformam a este modelo as agendas de pesquisa e inovação e as suas consequências para a manutenção diária da instituição universitária.
Não se trata de hostilizar indicadores que parecem ter alcançado uma disposição de consenso, no sentido paradigmático a que alude Thomas Kuhn. Mas é uma ilusão crer que esta estratégia poderá de fato emancipar o Brasil como produtor de ciência no mundo globalizado. Seguir as metas estrangeiras apenas garante que o país nunca abandone sua condição periférica no cenário internacional. Não há espaço para a criatividade enquanto a palavra de ordem seja adequação.
Mais do que isso, sermos consumidores deste formato de saber alóctone significa negligenciar o saber local. E muito mais ainda, renunciar à possibilidade, lembra Boaventura de Sousa Santos (The European University at Crossroads, conferência proferida na Universidade de Bolonha em 16/09/2010), de contribuir para a construção de uma universidade que ao invés de formar conformistas competentes se disponha a formar rebeldes competentes que saibam considerar o conhecimento um bem público e não uma commodity.
Com agências de financiamento externo, ainda que público, impondo critérios gerais e unificadores, sob a justificativa de democratizar, por um tipo de desvio meritocrático, a avaliação da pesquisa de nível superior no Brasil, as universidades do país, em lugar de caminharem para ficar ombro a ombro, afastam-se. Tampouco as comunidades universitárias, individualmente, sinalizam uma integração em equipes. Pelo contrário, os docentes perdem o vínculo com seus departamentos, com seus colegas e, fundamentalmente, com seus alunos.
O ensino de graduação e a extensão tornam-se, cada vez mais, espaços relegados a segundo plano nos interesses de professoras e professores, que vivem uma competição pautada em padrões idealizados que não abandonam um ilusório horizonte: afastam-se novamente, sempre que nos aproximamos. A meta ambicionada passa a ser colecionar citações ou preencher, desesperadamente, o currículo Lattes, esquecendo-nos da lição prudente do notável cientista que designa a principal plataforma de currículos do país: "A ciência deve ser universal, sem dúvida. Porém, nós não devemos acreditar incondicionalmente nisto".

 Um abraço, José Geraldo


De: Hildor Seer
Enviada em: domingo, 22 de janeiro de 2012 16:33
Para: Manfredo Winge
Assunto: Re: Critérios de meritocracia científica

 Caríssimo Manfredo,

Aí está uma briga que a comunidade inteira deveria comprar. Fico pensando aqui que os órgãos financiadores de pesquisa oficiais nos auxiliam com verbas públicas, realizamos a pesquisa, e depois os resultados publicamos em revistas internacionais, pagando novamente com recursos públicos. Não seria mais lógico publicarmos intensamente em nosso país reforçando nossas revistas inclusive com artigos de peso? Além disso, porque roteiros e descrições de sítios não deveriam ter peso maior nas avaliações? Creio que o atual sistema é cruel com a produção diversificada em ciência e cultura. 

Abraço
Hildor


De: "Alvaro Penteado Crósta"
Enviada em: segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 04:12
Para: Manfredo Winge
Cc: "Arí Roisenberg";  Roberto Dall'Agnol
Assunto: Re: Critérios de meritocracia científica

Prezado Manfredo,
Com relação ao importante tema levantado em sua correspondência aos membros do SIGEP e diversas autoridades, e na qualidade de coordenador da área de Geociências da CAPES no período 2011-2013, venho esclarecer alguns aspectos relativos à valorização da produção científica na forma de livros e capítulos de livros adotada pela área de Geociências para fins de avaliação dos cursos de pós-graduação.
Inicialmente, devo esclarecer que as duas agências federais que analisam a produção científica dos pesquisadores brasileiros, a CAPES e o CNPq, o fazem com distintos objetivos e metodologias. A CAPES analisa a produçãodos programas de pós-graduação em suas diferentes áreas do conhecimento, utilizando os resultado como um dos itens da avaliação trienal desses programas. Essa produção analisada pela CAPES é composta pelo conjunto de trabalhos científicos publicado pelos docentes e alunos desses programas de pós-graduação. Já o CNPq analisa a produção individual de cada pesquisador, utilizando o resultado para a análise da concessão de bolsas de pesquisa, para a concessão de projetos de apoio à pesquisa, entre outros.
No tocante à análise da produção científica feita pela CAPES, e especificamente no que diz respeito à área de Geociências, a produção na forma de livros e capítulos de livro, tanto daqueles publicados no Brasil como também no exterior, é analisada e contribui, juntamente com a produção de artigos em periódicos científicos, de forma significativa para o resultado final da avaliação dos cursos de pós-graduação. Esclareço ainda que a área de Geociências, tanto no presente triênio como também nos anteriores, tem adotado deliberadamente essa política, por entender a importância da produção científica em todas as suas formas, seja em livros ou em periódicos, quer sejam eles publicados no Brasil ou no exterior.
Portanto, no que se refere à área de Geociências da CAPES, a preocupação de que a produção em periódicos seria mais valorizada do que a produção em livros e capítulos, não procede. Ao contrário, na última avaliação trienal realizada pela CAPES, referente ao triênio 2007-2009, sob coordenação do Prof. Roberto Dall´Agnol e minha, a pontuação atribuída à publicação de um capítulo no livro dos Sítios Geológicos e Paleontológicos Brasileiros, por exemplo, foi a mesma atribuída a um artigo publicado nos mais prestigiosos periódicos nacionais da área (Revista Brasileira de Geociências, Revista Brasileira de Geofísica, etc.). Essa mesma política deverá continuar sendo adotada pela área no atual triênio de avaliação dos programas de pós-graduação.
Esperando ter contribuído para o debate desse importante tema, solicito a gentileza de divulgação deste email aos membros do SIGEP e a outros destinatários relevantes, e fico à disposição para prestar informações complementares que se fizerem necessárias.
Cordiais saudações,
Alvaro P. Crósta
Coordenador da Área de Geociências da CAPES


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 11:14
Para: '"Alvaro Penteado Crósta"'
Cc: 'reitor@unb.br'; Antonio Carlos Sequeira Fernandes; Carlos Fernando de Moura Delphim ; Carlos Schobbenhaus ; Cassio Roberto da Silva ; 'Célia Regina de Gouveia Souza ; Celma do Carmo Souza Pinto ; 'Clayton Ferreira Lino '; Cristiano Fernandes Ferreira ; 'Diogenes de Almeida Campos '; Emanuel Teixeira de Queiroz ; 'Gilberto Ruy Derze '; Irma Tie Yamamoto ; 'João Wagner de Alencar Castro '; Jocy Brandão Cruz ; José Carlos Ribeiro Reino; 'José Eloi Guimarães Campos '; Leonardo José Cordeiro Santos ; 'Marcello Guimarães Simões'; 'Max Cardoso Langer '; Mylène Luíza Cunha Berbert-Born ; 'Ricardo Latgé Milward de Azevedo '; Rogério Loureiro Antunes ; 'Sidney Ribeiro Gonzalez '; Vanda Carneiro de Claudino Sales; 'Wagner Souza Lima '; 'William Sallun Filho '
Cc: Dep. Adão Villaverde ; Dep. Osmar Terra ; Dep. Vieira da Cunha ; Sen. Ana Amélia ; Sen. Cristovam Buarque; Sen. Paulo Paim ; Sen. Pedro Simon ; Egberto Pereira ; Gilmar Vital Bueno ; Ginaldo A. da Cruz Campanha ; Gláucia Nascimento Queiroga ; Joel Barbujiani Sigolo ; Lucia Travassos da Rosa Costa ; Moacir José Buenano Macambira

Assunto: RES: Critérios de meritocracia científica
Prioridade: Alta

Prezado Álvaro,
obrigado pela pronta resposta que nos traz tão importantes informações sobre os critérios de avaliação pela CAPES dos grupos de pesquisa científica em geociências. É de se esperar, também, que os critérios de avaliação individual, pelo CNPq, também contemplem com peso adequado os capítulos de livros, elaborados com revisão editorial no Brasil como é o caso das descrições dos sítios geológicos registrados pela SIGEP.
Cabe lembrar que na metodologia da SIGEP, tanto na fase de proposta quanto  na de elaboração do artigo científico sobre cada geossítio a ser preservado no País, um ponto crucial é o da aceitação somente de equipe(s) de cientistas que já tenham pesquisado (ou estejam estudando) o geossítio e/ou a área do geossítio de modo a termos, na data da publicação, registro de informações geocientíficas mais atualizadas e consistentes de cada geossítio.
Esse processo, a custo ZERO para o contribuinte, implica no interesse do geocientista em abraçar a tarefa de elaboração do artigo; caso o laborioso e responsável trabalho de descrição tenha um peso menor nas avaliações das agências de fomento científico, o geocientista, que imprescinde de um currículo com maior peso para pleitear mais recursos para pesquisa, ficará, como já vem ocorrendo, desestimulado para a elaboração do capítulo específico sobre o geossítio.
Para divulgar amplamente entre os colegas geocientistas essas questões, abrirei oportunamente uma página nos destaques da SIGEP (http://sigep.cprm.gov.br/index.htm#DESTAQUES) incluindo algumas manifestações relevantes que já tenho recebido.

Forte abraço,
Manfredo

Manfredo Winge
Representante da SBG na SIGEP


De: Rogério Ribeiro
Enviada em: segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 10:51
Para: Manfredo Winge
Assunto: Re: Critérios de meritocracia científica

 Caro Manfredo,
Bom dia!

Muito pertinente o seu email, bem como as palavras proferidas na carta do Prof. José Geraldo.
Realmente é necessário que a comunidade científica e as agências de fomento se conscientizem da importância do desenvolvimento de pesquisas e ações voltadas à identificação de nosso rico patrimônio natural, quer o abiótico, quer o biótico. Lembro tb. que as ações de conservação desse patrimônio também demandarão participação da mesma comunidade e agências financiadoras...
È realmente necessário, portanto, incluir nos critérios e metodologias de avaliação curricular dos profissionais da área de geociências (além da produção científica)  as ações/atividades voltadas a gestão do patrimônio geológico (ex. políticas públicas, ações de desenvolvimento regional, loca, etc.).

Abs.
Rogério Rodrigues Ribeiro
Núcleo de Monumentos Geológicos
Instituto Geológico SMA/SP


De: reitor@unb.br [mailto:reitor@unb.br]
Enviada em: sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 23:20
Assunto: Carta do Reitor

Brasília, 27 de janeiro de 2012

 Caríssimo(a)s colegas,

Retomo o tema abordado em minha última carta acerca dos métodos e dos objetivos de qualificação da produção de conhecimento universitário. E o faço, muito  animado pelas reações que recebi de professoras e professores da UnB, de diferentes áreas de pesquisa. As respostas indicam uma disposição diligente, em recusa ao que Leibniz designou como razão indolente ou preguiçosa, que desiste de pensar, subordinando-se ao fatalismo e à inevitabilidade do futuro.
Assim, por exemplo, a manifestação do Professor Manfredo Winge, representante da Sociedade Brasileira de Geologia junto à Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos, que levou o assunto para interlocução numa ampla rede geocientífica, com o propósito de sensibilizar os órgãos de financiamento das pesquisas da área para, diz ele, “a revisão dos critérios e metodologias de avaliação curricular nas geociências contemplando um pouco melhor as publicações locais sem perder de vista pontos básicos como os de excelência e ineditismos”. Interlocução, aliás, logo estabelecida.
No mesmo diapasão, recebi comentário do Professor Antonio Teixeira, da Faculdade de Medicina e do Conselho Editorial da Revista Darcy, lembrando o projeto original da UnB e fazendo remissão ao ideário do manifesto da Escola Nova, para afirmar que “a quantificação da produção do conhecimento precisa ser reconhecida como uma necessidade num regime de direito democrático, mas ela não pode enfatizar distorções que são perigosas à medida que injeta pragmatismo esperto, não compromissado com conteúdo qualificado pela contribuição ao avanço do conhecimento. Essa distorção representaria, a curto prazo, um atraso inaceitável na marcha firme que a ciência produzida no Brasil tem tomado nas últimas três décadas. Ao optar por esse sistema, os Programas de Pós-Graduação elitizam-se incorretamente, à medida que afastam de suas fileiras a juventude criativa que ainda não tem condições de competir dentro do modelo quantitativo em vigência. Parece-me ser um bom momento para retomarmos a discussão das grandes idéias de interesse nacional, visando a atualizá-las, aceitando-as ou modificando-as, quando assim o pensamento mais avançado mostrar que é necessário”
Sem autonomia o nosso conhecimento perde diversidade, pluralidade e compartilhamento. E não há autonomia total da universidade enquanto suas prioridades não sejam integralmente definidas no seio de sua comunidade, por demandas internas, como projeto de produção de conhecimento, que a realize institucionalmente e que sirva à sociedade, ao país e à humanidade.

Um abraço, José Geraldo


De: "José Brilha" <jbrilha@dct.uminho.pt>
Para: "geoturismo brasil" <geoturismo_brasil@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Terça-feira, 6 de Março de 2012 11:14:55
Assunto: Re: [geoturismo_brasil] Geoheritage com conceito qualis capes

Caros colegas
Por muito que protestemos, pouco podemos fazer individualmente relativamente ao sistema actualmente em moda que resulta neste esquema perverso onde empresas privadas organizam listas de revistas que depois são seguidas cegamente pelas instituições que avaliam os pesquisadores e seus centros e programas de investigação.
Começam a existir, pontualmente, algumas resistências a este esquema que todos sabemos ser altamente falível. Por exemplo, os físicos teóricos deixaram de publicar em revistas e divulgam os seus trabalhos em sites públicos que estão abertos à discussão entre pares.
Porém, enquanto não conseguimos fazer o mesmo, temos de seguir as regras "do mercado"!
Como já os colegas disseram, qualquer revista que se inicie e num tema que ainda não é "de massas" tem esta dificuldade acrescida de entrar nos rankings das revistas. No início de 2011 solicitámos a inclusão da Geoheritage no ISI (aqui na Europa é dos mais usados) mas o resultado pode demorar mais de um ano e meio a sair!... São empresas privadas e mesmo assim trabalham lento...
Uma coisa é certa: quanto mais artigos forem publicados e quantas mais citações forem feitas aos trabalhos entretanto publicados na revista, mais rapidamente a Geoheritage alcança os lugares que todos aspiramos/necessitamos. Claro que isto implica que muitos colegas decidam publicar na revista, mesmo sabendo que não lhes vai contar para muito. No entanto, contamos com o esforço de todos neste objectivo que é o de colocar uma revista internacional sobre geoconservação em todos os sistemas de classificação de revistas.
Aproveito para agradecer a todos os que já o fizeram. Espero que mais se juntem a este ainda pequeno grupo e, pelo menos, peço que citem os artigos da Geoheritage o mais possível pois esse é um dos principais critérios para aumentar a cotação da revista.

Cumprimentos
José Brilha
Editor da Geoheritage