séries de fácies metamórficas

Conjunto de fácies metamórficas associadas, de graus metamórficos variados, típico de um determinado gradiente geotérmico crustal onde se realizou o metamorfismo.

Alem de identificadas por paragêneses metamórficas típicas, as séries de fácies tambem apresentam, geralmente, distintas associações litológicas.
As séries de fácies, caracterizadas por Miyashiro (1961), são de tres tipos principais: pressão alta, baixa e intermediária.
Os cinturões de rochas metamórficas de alta e de baixa P, com frequência, associam-se aos pares, lado a lado, conforme caracterizados por Miyashiro no Japão, separados abruptamente por faixa tectonizada.
A série de fácies de alta pressão, designada de Sanbagawa, ou metamorfismo tipo Sanbagawa, tem associações litológicas como xistos azuis e eclogitos que indicam rochas de crosta oceânica (meta-basaltos, meta-gabros, meta-radiolaritos e porções de peridotitos mantélicos) e minerais que retratam alta P com relação a T, como glaucofano, jadeita, onfacita, indicativos de metamorfismo de subducção (crosta oceânica "fria" em confronto de placas).
A série de fácies de baixa pressão, apelidado de Abukuma (Japão), ou metamorfismo tipo Abukuma, apresenta minerais de alto gradiente geotérmico (alta T/P) como andalusita e cordierita, sendo comuns as associações litológicas de xistos de origem pelítica, quartzitos, gnaisses, migmatitos e granitos predominantes, mais característicos de crosta continental, e correspondentes a metamorfismo regional realizado em faixas de arcos magmáticos, de ilha ou liminares.
A série de fácies intermediária, batizada de Barroviana em honra a Barrow que estudou o cinturão Dalradiano (Escócia) onde ela é tipificada, também chamada, ou metamorfismo tipo Barroviano, apresenta paragêneses e associações litológicas que combinam condições entre às de alta e baixa P, tendo a cianita, transicional para sillimanita, como mineral índice.

 

[Autor: Winge,M.]
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