termoclastia

Processo de fraturamento ou quebramento na forma placas superficiais de alguns centímetros a decímetro de espessura em afloramentos de rochas cristalinas e compactas em consequência de variações térmicas na superfície da rocha fresca ao ser exposta, alternadamente, às altas temperaturas da insolação de dia e às baixas temperaturas noturnas.

O aquecimento superficial forte, devido à insolação que propicia a dilatação dos minerais, sucedido, dia após dia, pelo forte resfriamento noturno, que propicia a contração dos minerais anteriormente expandidos, leva à ruptura da rocha em "lascas" superficiais cuja profundidade (nível de stress máximo) depende, basicamente, do tipo de rocha (com suas propriedades termocondutoras) e das variações térmicas climáticas. Este processo é bem característico em climas áridos e semi-áridos, onde as variações térmicas diurnas e noturnas são muito contrastantes.
Já em climas mais úmidos, a entrada de orvalho noturno e de chuva nas fraturas termoclásticas e outras permite a instalação de musgo e líquens que atacam a rocha e potencializam os processos de intemperismo e erosão. Grandes monolitos, às vezes com morfologia tipo pães de açúcar, mostram claramente essas fraturas superficiais
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[Autor: Winge,M.]
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