SIGEP - COMISSÃO BRASILEIRA DE SÍTIOS GEOLÓGICOS E PALEOBIOLÓGICOS
(ABC-ABEQUA-CPRM-DNPM-IBAMA-IBGE-IPHAN-PETROBRÁS-SBE-SBGeo-SBP)
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PROPOSTA DE SÍTIO GEOLÓGICO ou PALEOBIOLÓGICO DO BRASIL
A SER PRESERVADO COMO PATRIMÔNIO NATURAL DA HUMANIDADE

1. NOME do SÍTIO(*):  Cachoeira da Casca d'Anta, MG

               
 
(*)Nome consagrado; se não existir, proponha um nome conciso que indique o tipo de sítio e/ou o local

2. PROPONENTE:
Nome completo: Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves
Endereço p/ postagem:
Rua Agenor Goulart Filho, 54/201, Bairro Ouro Preto, CEP 31.310-360, Belo Horizonte-MG
Instituição: CPMTC - IGC / Universidade Federal de Minas Gerais
Fax:
(31) 3409-5410
Telefone:
(31) 3409-5447
e-mail: mchaves@ufmg.br e mlschaves@gmail.com

Endereço curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/7243858021350862

 

Marque a alternativa correta abaixo:
você está propondo:
x ] sítio geológico/paleobiológico ainda não sugerido à SIGEP e candidatando-se à sua descrição (*);
[  ] sítio geológico/paleobiológico ainda não sugerido à SIGEP sem candidatar-se à sua descrição; 
[  ] candidatar-se à descrição (*) de sítio geológico/paleobiológico já aprovado pela SIGEP.
(*) -
o sítio deverá ser descrito em duas versões, português e em inglês, e de acordo com as Instruções aos Autores.

Data da proposta:  01 / 07 / 2008       

4. CASO TENHA ESTUDADO O SÍTIO e esteja se candidatando a descrevê-lo com artigo científico, informe:
a) DATA PROVÁVEL de entrega da minuta do artigo:   31 / 08 / 2008 
b) CO-AUTORES(*)

Leila Benitez, IGC/CPMTC/UFMG, leilabenitez@gmail.com;

Kerley Wanderson Andrade, IGC/CPMTC/UFMG, kwandrade@yahoo.com.br

 

(*)Autor principal é o proponente; Informar co-autores previstos em ordem de importância com Nome Completo, Instituição, e-mail

5. TIPOLOGIA DO SÍTIO (marque com X os tipos e com XX o tipo mais característico do sítio):

[   ]Astroblema                 
[   ]Estratigráfico              
[   ]História da Geologia, Mineração, Paleontologia..
[   ]Marinho-submarino  
[   ]Metamórfico                
[   ]Paleoambiental           
[   ]Sedimentar                  
[   ]Outro(s):

[   ]Espeleológico  
[XX]Geomorfológico
[   ]Hidrogeológico
(somente casos especiais e com outra tipologia significativa associada)
[   ]Ígneo
[   ]Metalogenético
[   ]Mineralógico
[   ]Paleontológico
X]Tectono-estrutural

Observação: [   ] Inclui vestígios arqueológicos  -  [ X ] Interesse Histórico/Cultural

 

6. LOCALIZAÇÃO:
a. Município(s)/UF: São Roque de Minas, MG
2. Nome do local: Cachoeira da Casca d’Anta, Rio São Francisco
3. Coordenadas geográficas (Lat/Long) do centróide da área do sítio: 

        
Latitude: 20º 18' 04" S - Longitude: 46º 31' 19" W

 

7. JUSTIFICATIVAS(*):

Caracteriza-se como o primeiro e maior desnível ao longo do Rio São Francisco, com quase 200 m de altura, constituindo uma das imagens de representação mais simbólicas do Estado de Minas Gerais. Além disso, a cachoeira possui grande importância histórica e turística, por sua localização na paisagem da escarpa da Serra da Canastra, onde se insere o Parque Nacional da Serra da Canastra (Figura 1).

  

Figura 1: A cachoeira da Casca d’Anta, na Serra da Canastra (SW-MG).

 

O parque nacional protege um cenário de rara beleza, com vegetação de transição entre a borda da mata atlântica e o início do cerrado, com predomínio dos campos de altitude que abrigam inúmeras espécies da fauna e flora do cerrado. A água é o fator preponderante no parque, cujas pequenas nascentes chegam a centenas. O parque possui a cachoeira como seu símbolo maior, sendo também de vital importância para a preservação das nascentes do “Velho Chico”, conhecido também como o “Santo Rio” e “Rio da Integração Nacional”. Outro fator de grande importância dos entornos do sítio é a ocorrência de diversos animais, facilmente observáveis em certas áreas como o tamanduá bandeira e o lobo guará. Ressaltando ainda esta característica, pode-se também citar a intensa atividade observadora de pássaros, que conta com muitas espécies destacando-se o pato mergulhão. Essa ave tem a área como um dos seus dois únicos habitats no país (o outro é no Rio do Sono – TO), estando incluso na lista de espécies brasileiras com alto risco de extinção, mas que no local encontra-se devidamente protegido pela existência do parque. 

Em suma, talvez a mais bela descrição da cachoeira tenha sido a do primeiro a descrevê-la, o “viajante” e naturalista francês, Auguste de Saint-Hilaire: “Vou descrevê-la tal como apareceu aos meus olhos, quando dela me aproximei o máximo que era possível. Acima dela vê-se, como já disse, uma larga fenda na rocha. No ponto onde caem as águas as pedras formam uma concavidade pouco pronunciada... após tê-la observado de diversos ângulos creio poder afirmar que sua extensão é de dois terços dessa altura... ela deve ter uns 203 metros, aproximadamente. Ela não precipita das rochas com violência, exibindo, pelo contrário, um belo lençol de água branca e espumosa que se expande lentamente e parece formado por grandes flocos de neve. As águas caem numa bacia semicircular, rodeada de pedras amontoadas desordenadamente, de onde descem por uma encosta escarpada para formar o famoso Rio S. Francisco...” (Saint-Hilaire 1847).

 

(*)Para a inclusão como PATRIMÔNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

8. BREVE DESCRIÇÃO DO SÍTIO(*):

Com suas nascentes no extenso platô desenvolvido sobre a Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, o Rio São Francisco apresenta como primeira expressão de sua grandeza a cachoeira da Casca d’Anta. Com seus 200 m de altura (Figura 2), tal cachoeira se destaca na paisagem pelo efeito da dissecação do relevo promovido pelas águas provenientes das nascentes do rio, em local fortemente controlado pela estrutura geológica. Desse modo, em termos estratigráficos, a escarpa por onde a cachoeira se despenca é dada por uma grande falha de empurrão de direção NW-SE que justapõe unidades mais antigas (Grupo Canastra) sobre mais novas (Grupo Bambuí). A quebra de relevo dada pelo contato entre essas duas seqüências é facilmente reconhecível em imagens de sensoriamento remoto.

 

 

Figura 2: Detalhe da queda d’água na cachoeira da Casca d’Anta, com cerca de 200 m de altura, esculpida em quartzito do Grupo Canastra.

 

O Parque Nacional da Serra da Canastra (Figura 3) ocupa em sua maior parte as coberturas planas e elevadas desenvolvidas sobre o Grupo Canastra, a cerca de 1.300-1.400 m de altitude. Tal área, define uma unidade geomorfológica que abrange o divisor de águas das bacias dos rios São Francisco e Paraná. Inclui assim barras, cristas e chapadas com topos também geralmente achatados, como herança de uma superfície de aplainamento que nivelou tais estruturas. Nesses topos horizontalizados ocorrem rochas quartzíticas, que são descontínuas pela presença de vales muito encaixados, em função do forte controle tectono-estrutural de direção NW-SE.

 

 

 

Figura 3: Uma das entradas do Parque Nacional da Serra da Canastra (nas proximidades de São José do Barreiro, município de São Roque de Minas), tendo ao fundo a serra homônima.

 

(*)Anexar ao e-mail até 2 fotos significativas do sítio e, se disponíveis, links ou até capítulo de tese ou de artigo do proponente sobre o sítio

9. VULNERABILIDADE DO SÍTIO A ATIVIDADES DE MINERAÇÃO OU DEGRADAÇÃO AMBIENTAL*:

Na região onde se encontra as cabeceiras do Rio São Francisco, ocorre mineração e garimpagem de diamantes desde a década de 1930. A pesquisa sistemática de rochas fontes primárias do mineral, levaram à descoberta, em 1974, do Kimberlito Canastra-1, o primeiro de muitos outros corpos já detectados nessa, e também o primeiro a ter suas reservas comprovadamente mineráveis. Entretanto, desde a criação do parque em 1972, a pesquisa, prospecção e lavra de diamantes foi proibida no local. A partir deste século, mesmo as atividades de pesquisa mineral que vinham sendo desenvolvidas em áreas de entorno do parque foram também proibidas pelo IBAMA, que conta com a Polícia Florestal de Minas Gerais como agente de fiscalização. De tal maneira, o sítio apresenta baixo grau de vulnerabilidade não só por encontrar-se internamente à área do Parque Nacional, como as atividades potencialmente degradantes nesta área, sendo ressaltado o garimpo de diamante, foram inteiramente controladas pelos órgãos de controle responsáveis, mantendo-se assim a completa integridade e beleza local.

 

(*)Caso o sítio esteja sob riscos iminentes ou já existentes de depredação ou de destruição natural, informe sucintamente quais são e as causas.

10. SITUAÇÃO ATUAL DE CONSERVAÇÃO E ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELA PROTEÇÃO:

A cachoeira da Casca d´Anta encontra-se inserida no âmbito do Parque Nacional da Serra da Canastra, uma das mais importantes entre as unidades conservacionais brasileiras, criada em 1972. O IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis é o órgão responsável pela sua manutenção.

 

(*)Caso o sítio esteja sob riscos iminentes ou já existentes de depredação ou de destruição natural, informe sucintamente quais são e as causas.

11. BIBLIOGRAFIA REFERENTE AO SÍTIO PROPOSTO(*):

(*)Benitez,L. & Chaves,M.L.S.C. 2007. Província Diamantífera da Serra da Canastra (Minas Gerais). In: Simpósio de Geologia de Minas Gerais, 14, Diamantina. Anais do..., p.138.

 

(*)Chaves,M.L.S.C. & Benitez,L. 2007. Kimberlito Canastra-1 (São Roque de Minas, MG): primeira reserva diamantífera primária comprovada do país. In: Simpósio de Geologia de Minas Gerais, 14, Diamantina. Anais do..., p.129.

 

(*)Chaves,M.L.S.C., Brandão,P.R.G., Girodo,A.C., Benitez,L. 2008. Kimberlito Canastra-1 (São Roque de Minas, MG): Geologia, mineralogia e reservas diamantíferas. Revista da Escola de Minas, 61(3) (no prelo).

 

(*)Chaves,M.L.S.C.,Brandão,P.R.G.,Benitez,L.,Ribeiro,L.M. 2008. Kimberlitos e diamantes na zona das cabeceiras do Rio São Francisco (MG). In: Congresso Brasileiro de Geologia, 44, Curitiba. Anais do... (no prelo).

 

Saint-Hilaire,A. 1847. Voyages dans l’Intérieur du Brésil – Troisiéme Partie : Voyage aux Sources du Rio de S. Francisco. Paris: Arthus Bertrand Librarie-Éditeur.

 

 (*)Assinalar em destaque trabalhos dos candidatos a autor e co-autor

12. SINOPSE DO CURRICULUM VITAE DO(S) CANDIDATO(S) A AUTOR(ES)(*):

 

Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves – Nasceu no Rio de Janeiro em 1957. Graduou-se em Geologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1981). Realizou pós-graduações na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Mestrado, 1987), na Universidade de São Paulo (Doutorado, 1997) e tem um Pós-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Atualmente é Professor Associado do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais, onde ingressou em 1984. Suas principais linhas de pesquisa incluem: Mapeamento Geológico, Prospecção Mineral e Mineralogia, desenvolvidas no Centro de Pesquisa Prof. Manoel Teixeira da Costa (IGC/UFMG), e coordena estudos nas áreas de geologia, mineralogia e prospecção de diamantes. É Editor Regional da Revista Geociências, UNESP (Rio Claro/SP) e Pesquisador CNPq.

 

 

 

Leila Benitez – Natural de Cambé (PR), é geógrafa pela Universidade Estadual de Londrina (2000), onde foi professora de geomorfologia (2001-2002). Mestre em Geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, concluiu sua dissertação em 2004 estudando a gênese/datação de depósitos diamantíferos quaternários. Atualmente desenvolve doutoramento nesta Universidade, e pesquisa macro características de lotes de diamantes das províncias diamantíferas mineiras, visando a definição de metodologia que possa auxiliar na identificação da procedência desses lotes, uma das exigências para emissão do “Certificado Kimberley”. Tem atuado em diversos projetos de pesquisa, principalmente na área de mapeamento geológico/mineralogia com o Prof. Mario L.S.C. Chaves, participando das propostas, já aceitas, de criação dos sítios “Morro da Pedra Rica” e “Canyon do Talhado”, ambos em Minas Gerais.

 

 

Kerley Wanderson Andrade – Nascido em Contagem (MG), é estudante do Curso de Graduação em Geologia do IGC – Universidade Federal de Minas Gerais, com previsão de término do curso para julho/2008. Teve experiência prévia como guia de ecoturismo na região da Serra da Canastra durante o período 2000-2003. Desde 2005, é Bolsista de Iniciação Científica no grupo de pesquisas coordenado pelo Prof. Mario L.S.C. Chaves, onde atua na área de geologia, prospecção e mineralogia do diamante, sendo ainda co-responsável pelo Laboratório de Minerais Pesados (CPMTC/IGC). Participou das propostas, já aceitas, da criação dos sítios geológicos “Morro da Pedra Rica” e “Canyon do Talhado”, ambos em Minas Gerais.

 

 

 

(*)Sinopse do currículo do candidato a autor com uma fotografia pequena tipo 3x4. Cada "minicurrículo" deverá ter no máximo 120 palavras e servirá, juntamente com uma versão em inglês a ser publicada para a publicação futura, como apêndice do artigo se a candidatura for aprovada e o artigo aceito para publicação.

RESERVADO À SIGEP:
DATA APROVAÇÃO DA PROPOSTA:    11 /08/2008         -   MINUTA PREVISTA PARA:  31 /08/2008       

COMENTÁRIOS, CRÍTICAS E SUGESTÕES DA SIGEP
E DA COMUNIDADE GEOCIENTÍFICA
E RÉPLICAS DO PROPONENTE


De: fernande [mailto:fernande@acd.ufrj.br]
Enviada em: terça-feira, 8 de julho de 2008 18:46
Assunto: Re: Novas propostas de sítios:"Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG

Sou favorável à aprovação dos sítios propostos, tendo em vista seu valor geomorfológico e cênico, e também histórico no caso do primeiro. Além disso, encontram-se em áreas protegidas, um ponto que considero de significativa importância para a aprovação de um sítio e a sua conservação.
Atenciosamente,
Antonio Carlos S. Fernandes (Representante da SBP na SIGEP)


De: Celia Regina de Gouveia Souza [mailto:celia@igeologico.sp.gov.br]
Enviada em: quinta-feira, 10 de julho de 2008 20:07
Assunto: Re: Novas propostas de sítios: "Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG

Prezados Colegas,
Não estou certa da relevância desses dois sítios (além da beleza cênica e um pouco de história...) e, dentre eles, menos ainda o da cachoeira .
..........
Celia


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 11 de julho de 2008 15:16
Cc: Kerley Wanderson Andrade (kwandrade@yahoo.com.br); Leila Benitez (leilabenitez@gmail.com); Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mchaves@ufmg.br); Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mlschaves@gmail.com)
Assunto: RES: Propostas de sítios: "Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG - AVALIAÇÃO PRELIMINAR
 
Célia e demais colegas da SIGEP,
também tenho sérias dúvidas sobre a relevância geológica desses sítios propostos que lembram em parte a proposta cancelada  MORRO DA GARÇA, MG  dos mesmos proponentes.
 
Além da expressão cênica, quais dos citérios SIGEP abaixo poderiam justificar a formalização como sítios geológicos a serem preservados?
  • singularidade do sítio na representação de sua tipologia ou categoria;
  • importância na caracterização de processos geológicos-chave regionais ou globais, períodos geológicos e registros expressivos na história evolutiva da Terra;
  • expressão cênica;
  • ......
........................
 
Com relação à Cachoeira da Casca d'Anta, MG, além da beleza cênica e do aspecto hidrológico condicionado a controle litológico/estrutural, a proposta tem a seu favor o fato de se situar no Parque Nacional da Serra da Canastra. Caso o sítio venha a ser aprovado, a origem e evolução da cachoeira junto com o contexo geológico/ estrutural e geomorfológico envolvidos deverão ser detalhados e adequadamente ilustrados.
 
Aguardarei, também, pareceres de outros colegas (e da comunidade geocientífica) para a avaliação final (voto da SBGeo) das propostas.
 
Manfredo
c/c proponentes
 
Manfredo Winge
Representante da SBGeo na SIGEP
2008 - ANO INTERNACIONAL DO PLANETA TERRA - AIPT

De: Celia Regina de Gouveia Souza [mailto:celia@igeologico.sp.gov.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de julho de 2008 11:56
Assunto: Re: Análise e voto de membros da SIGEP

Manfredo e demais,
Votos que faltam:
Sítios do Itambé e Cachoeira da Casca: Aprovados com restrições (as mesmas colocadas em e-mail anterior do Manfredo, principalmente no que se refere à Cachoeira da Casca).
Celia
Representante ABEQUA


De: Carlos Schobbenhaus [mailto:schobben@df.cprm.gov.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de julho de 2008 15:27
Assunto: Re: Voto da CPRM
Meus votos:
....................... 
CACHOEIRA DA CASCA D'ANTA, MG
Aprovo a proposta. O sítio tem importância tanto sob o ponto de vista geomorfológico (superfície de aplainamento pós-Gondwana), quanto pelo interesse tectônico (falha de empurrão Canastra/Bambuí). Acresça-se ainda sua beleza cênica.
 .....................

De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de julho de 2008 16:56
Assunto: ENC: Votos da SBGeo
 
Colegas da SIGEP,
 estou de acordo com o parecer do colega Schobbenhaus, e apresento VOTO favorável para as propostas dos sítios:
CACHOEIRA DA CASCA D'ANTA, MG
e
PICO DO ITAMBÉ, SERRO, MG 
 
Aproveito para lembrar aos proponentes que, caso a sua proposta seja aprovada, reportem-se às recomendações de membros da Comissão expressas na página da proposta ao elaborar o artigo sobre o sítio.
 
Saudações
Manfredo
c/c proponentes
Manfredo Winge
Representante da SBGeo na SIGEP
2008 - ANO INTERNACIONAL DO PLANETA TERRA - AIPT

De: william sallun filho [mailto:wsallun@gmail.com]
Enviada em: domingo, 10 de agosto de 2008 18:39
Assunto: Re: pareceres - Cachoeira da Casca d'Anta, MG ??

 ............
 o parecer é FAVORÁVEL.

William
Repres. da SBE no SIGEP


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 11 de agosto de 2008 20:07
Para: 'Kerley Wanderson Andrade (kwandrade@yahoo.com.br)'; 'Leila Benitez (leilabenitez@gmail.com)'; 'Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mchaves@ufmg.br)'; 'Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mlschaves@gmail.com)'
Assunto: Sítio Cachoeira da Casca d'Anta, MG - Proposta APROVADA

 

 Prezados proponentes, 


seguindo as normas da SIGEP, comunico, com satisfação, que a proposta de vocês com compromisso de descrição foram aprovados.

Assim, o sítio " Cachoeira da Casca d'Anta, MG", passa a ser relacionado na lista de sítios aprovados e com autores comprometidos com a sua descrição: http://www.unb.br/ig/sigep/quadro.htm.

 

Isto considerado, solicitamos confirmar a data mais provável de entrega da primeira minuta do artigo com o qual, uma vez aprovado, se registrará em definitivo o sítio junto à SIGEP, juntamente com o elenco de propostas de preservação/conservação como patrimônio geológico, através de publicação na Internet e, eventualmente, em volume de SÍTIOS GEOLÓGICOS E PALEONTOLÓGICOS DO BRASIL.

 

A elaboração da minuta do artigo deve seguir as instruções (*) para os autores e considerar as sugestões e recomendações apresentadas pela comunidade geocientífica e pelos membros da SIGEP expressas na página da proposta:

http://www.unb.br/ig/sigep/propostas/Cachoeira_Casca_dAnta_MG.htm .

Qualquer dúvida a respeito favor nos contactar.

 

Manfredo Winge
Representante da SBGeo
p/corpo editorial

c/c SIGEP

 

(*)

Observações sobre as Instruções  para os autores

 Solicitamos leitura atenta das instruções aos autores que sofreram algumas pequenas inclusões; destacamos:
- enviar em Word em uma coluna só, mas já no formato geral especificado e tipos de letras determinados (faremos a editoração final em duas colunas após a revisão final e aprovação do artigo);

- atentar para a escolha adequada de título e subtítulo para o artigo, concisos mas que deem clara idéia do sítio descrito e de sua tipologia principal;
- versão em inglês é obrigatória mas somente deve ser encaminhada depois do artigo ser aprovado;
- uma ou duas fotos de página inteira para Fig. 1 significativa e bonita, com ou sem encarte, que retrate da melhor forma possível o sítio nas primeiras páginas do artigo;

- rigorosa seleção das figuras e fotos em termos de qualidade e significância, evitando repetições;
- todas as figuras e fotos, com ótima resolução e QUALIDADE a melhor possível, deverão ser enviadas em arquivos separados após a aprovação e disponibilização do artigo na internet; entretanto, elas podem ser incluídas inicialmente no texto com resolução rebaixada (~ 100 dpi; largura maior 170mm) para o
pre print na internet;
- se ainda não foi encaminhado na proposta, providenciar minicurrículo (até 120 palavras) e uma foto  tipo 3x4 de cada  um dos autores ;
- desdobrar, na medida do possível, o capítulo MEDIDAS DE PROTEÇÃO nos ítens indicados;

- sobre o capítulo SINOPSE SOBRE A ORIGEM, EVOLUÇÃO GEOLÓGICA E IMPORTÂNCIA DO SÍTIO: deve ser conciso e, na medida do possível, de linguagem acessível a não especialistas. Recentemente instituído, já com vistas ao Volume III da SIGEP, o seu objetivo é apresentar, em um único local do artigo, uma síntese da história geológica pondo em destaque os eventos geológicos (e/ou paleobiológicos), de preferência cronologicamente organizados, que estiveram ligados à formação e à evolução do sítio até a sua presente ocorrência. Uma certa redundância até poderá ocorrer com relação a aspectos apresentados com mais detalhe em outros ítens como o da DESCRIÇÃO DO SÍTIO, mas aqui devem ser abordados de forma enxuta/concisa e organizada (sinóptica) que enfatize os fenômenos evolutivos que sejam relevantes em qualquer dimensão e conceito (físico/químico, micro a macro até de tectônica global se for o caso).  Estima-se que para este ítem seja suficiente uma página de texto (sem contar eventuais figuras adicionais inseridas) mas, conforme a complexidade evolutiva, poderá se ter até duas páginas, finalizando-se com um parágrafo que, também de forma concisa, indique claramente o porquê da importância extraordinária do sítio;
- ver detalhes e todas outras orientações em:
http://www.unb.br/ig/sigep/InstrucoesAutores.htm 

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AVALIAÇÃO FINAL DE PROPOSTA
DE DESCRIÇÃO DE SÍTIO GEOLÓGICO - PALEOBIOLÓGICO

Nome do Sítio:  Cachoeira da Casca d'Anta, MG
Proponentes:  
Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves; Leila Benitez; Kerley Wanderson Andrade

Considerando os pareceres, comentários e réplicas constantes na página da proposta, as instituições membros da SIGEP, assim se pronunciam, através de seus representantes, quanto à proposta em epígrafe

INSTITUIÇÃO PARECER
Favorável
Não favorável 
Abstenção
Restrições/Exigências
Não se pronunciou[
Em banco]
Academia Brasileira de Ciências – ABC  
Associação Brasileira de Estudos do Quaternário – ABEQUA Favorável
Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM  
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE  
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis– IBAMA  
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN  
Petróleo Brasileiro SA - PETROBRÁS  
Serviço Geológico do Brasil – CPRM

Favorável

Sociedade Brasileira de Espeleologia – SBE

Favorável

Sociedade Brasileira de Geologia – SBGeo

Favorável

Sociedade Brasileira de Paleontologia – SBP

Favorável