SIGEP - COMISSÃO BRASILEIRA DE SÍTIOS GEOLÓGICOS E PALEOBIOLÓGICOS
(ABC-ABEQUA-CPRM-DNPM-IBAMA-IBGE-IPHAN-PETROBRÁS-SBE-SBGeo-SBP)
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PROPOSTA DE SÍTIO GEOLÓGICO ou PALEOBIOLÓGICO DO BRASIL
A SER PRESERVADO COMO PATRIMÔNIO NATURAL DA HUMANIDADE

1. NOME do SÍTIO: Pavimento estriado Guaraú, SP
 
(*)nome consagrado (se não existir proponha um nome conciso que indique o tipo de sítio e o local) seguido da sigla do estado

2. PROPONENTE
Nome completo: Annabel Pérez-Aguilar
Endereço p/ postagem: Av. Miguel Stefano, 3.900, CEP: 04301-903, São Paulo SP
Instituição: Instituto Geológico/SMA
Fax: 11 5077-2219
Telefone: 11 5073-2211 ramal 2061
e-mail:
annabelp@igeologico.sp.gov.br
Endereço curriculum Lattes:
http://lattes.cnpq.br/7629497459052243

Marque a alternativa correta abaixo:
você está propondo:
[ X ] sítio geológico/paleobiológico ainda não sugerido à SIGEP e candidatando-se à sua descrição (*);
[  ] sítio geológico/paleobiológico ainda não sugerido à SIGEP sem candidatar-se à sua descrição; 
[  ] candidatar-se à descrição (*) de sítio geológico/paleobiológico já aprovado pela SIGEP.
(*) -
o sítio deverá ser descrito em duas versões, português e em inglês, e de acordo com as Instruções aos Autores.

Data da proposta:   15/08/2008       

4. CASO tenha estudado o sítio e ESTEJA SE CANDIDATANDO A DESCREVÊ-LO com artigo científico, informe:
a) TEMPO PREVISTO para entrega da MINUTA(*), APÓS APROVAÇÃO da PROPOSTA:    se aprovado, imediatamente após a sua aprovação  
b) SUGESTÃO PRELIMINAR DE TÍTULO E SUBTÍTULO DE ARTIGO SOBRE O SÍTIO(*):  REGIÃO DE SALTO, SP Pavimento estriado e diamictitos neopaleozóicos

b) CO-AUTORES(**): 

Setembrino Petri (USP, spetri@usp.br )

Raphael Hypólito (USP, raphael.hypolito@br2001.com.br )

Sibele Ezaki (IG/SMA, sibezaki@igeologico.sp.gov.br )

Paulo Alves de Souza (UFRGS; paulo.alves.souza@ufrgs.br )

Caetano Juliani (USP, cjuliani@usp.br )

Lena V.S. Monteiro (UNICAMP, lena@ige.unicamp.br )

José Maria Azevedo Sobrinho (IG/SMA, zemaria@igeologico.sp.gov.br )

Francisco Moschini (Prefeitura de Salto, faleconosco@salto.sp.gov.br )

(*) Consulte as Instruções aos Autores: http://www.unb.br/ig/sigep/InstrucoesAutores.htm 
(**)
Autor principal, o proponente, e co-autores com participação efetiva nos estudos e elaboração do artigo; Informar co-autores em ordem de importância com Nome Completo, Instituição, e-mail

5. TIPOLOGIA DO SÍTIO (marque com X os tipos e com XX o tipo mais característico do sítio):

[   ]Astroblema                 
[X]Estratigráfico              
[   ]História da Geologia, Mineração, Paleontologia..
[   ]Marinho-submarino  
[   ]Metamórfico                
[XX]Paleoambiental           
[ X]Sedimentar                  
[   ]Outro(s):

[   ]Espeleológico  
[   ]Geomorfológico
[   ]Hidrogeológico
(somente casos especiais e com outra tipologia significativa associada)
[   ]Ígneo
[   ]Metalogenético
[   ]Mineralógico
[   ]Paleontológico
[   ]Tectono-estrutural

Observação: [   ] Inclui vestígios arqueológicos  -  [  X ] Interesse Histórico/Cultural

6. LOCALIZAÇÃO
a. Município(s)/UF: Salto, SP
b. Nome do local: Cerámica Guaraú
c. Coordenadas geográficas (Lat/Long) do centróide da área do sítio: 

          
Latitude: 23o 13' 8" S/N - Longitude: 47o 18' 28" W  (substitua gg ,mm, ss e N ou S)

7. JUSTIFICATIVAS (*):

Os pavimentos estriados em contato erosivo com diamictitos e associados a ritmitos do Subgrupo Itararé constituem novas evidências glaciais neopaleozóicas na borda leste da Bacia do Paraná.  As estrias são evidências do avanço de massas de gelo provenientes da África do Sul e a formação de diamictitos devido ao recuo destas massas de gelo. O pavimento estriado constitui, atualmente, junto com aqueles associados à rocha moutonnée que aflora também em Salto, descrita por Almeida (1948) e que posteriormente se tornou o Parque Rocha Moutonnée (Rocha-Campos, 2002), os únicos afloramentos preservados sobre o embasamento granítico na borda leste da Bacia do Paraná. No contexto local a associação do pavimento estriado com diamictitos e ritmitos possibilita estudos paleoambientais e paleodeposicionais de interesse científico, mostrando a variedade de condições associadas à deposição dos sedimentos do Subgrupo Itararé.. A preservação deste sítio geológico busca preservar registros valiosos da glaciação que afetou o supercontinente Gondwana durante o Neopaleozóico (EYLES et al., 1969; FRAKES & CROWEL, 1969).

(*)para a inclusão como PATRIMÔNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

8. BREVE DESCRIÇÃO DO SÍTIO(*): A sudoeste da cidade de Salto (SP) há presença de um pavimento estriado métrico neopaleozóicos que se desenvolveu sobre o granito de Itu As estrias correspondem a sulcos subparalelos que exibem espaçamento milimétrico. Possuem direção NW-SE e os indicadores cinemáticos associados indicam sentido de transporte de massas de gelo de SE para NW, semelhante ao constatado na rocha moutonnée localizada também próximo à cidade de Salto e que hoje faz parte do Parque Rocha Moutonnée. O afloramento está rodeado parcialmente por um pequeno lago, tendo este sido formado pelo empoçamento de água em antiga cava abandonada de extração de argila. O pavimento estriado está em contato com um pacote de diamictitos do Subgrupo Itararé. O acesso até o local é feito primeiro através da Rodovia do Açúcar e, posteriormente, utilizando estradas secundárias.

 

Pavimento estriado sobre embasamento granítico

 

 

Detalhe do pavimento estriado sobre o embasamento granítico

 

 

Detalhe de estrias sobre pavimento granítico

 

 

Contato do embasamento granítico com diamictitos do Subgrupo Itararé.

(*)anexar ao e-mail até 2 fotos significativas do sítio e, se disponíveis, links ou até capítulo de tese ou de artigo do proponente sobre o sítio

9. VULNERABILIDADE DO SÍTIO A ATIVIDADES DE MINERAÇÃO OU DEGRADAÇÃO AMBIENTAL*: Atualmente o maior risco reside em que a antiga cava de extração de argila onde está localizado o pavimento estriado e diamictitos associados virem uma zona de aterro como aconteceu com antiga cava de extração de argila vizinha que foi totalmente aterrada.

(*)Caso o sítio esteja sob riscos iminentes ou já existentes de depredação ou de destruição natural, informe sucintamente quais são e as causas

10. SITUAÇÃO ATUAL DE CONSERVAÇÃO E ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELA PROTEÇÃO: Não existem medidas de proteção do sítio. Entretanto, serão iniciados trámites junto a Prefeitura de Salto para estudar a possibilidades do pavimento estriado e diamictito associado se tornarem um monumento geológico.

11. BIBLIOGRAFIA REFERENTE AO SÍTIO PROPOSTO(*):

ALMEIDA, F.F.M. de. A ‘roche moutonnée” de Salto, Estado de São Paulo. Geol. Metal. n.5, p.112-118, 1948.

EYLES, C.H., EYLES, N., FRANÇA, A.B. Glaciation and tectonics in an active intracratonic basin: the Paleozoic Itararé Group, Paraná Basin, Brazil. SedimentologyI, v.40, p.1-25, 1993.

FRAKES, L.A. & CROWELL, J.C. Late Paleozoic glaciation: I, South America. Bull. Geolo. Soc. Amer., v.80, p.1007-1042, 1969.

PÉREZ-AGUILAR, A., PETRI, S., HYPÓLITO, R. EZAKI, S., SOUZA, P.A., JULIANI, C., MONTEIRO, L.V.S., MOSCHINI, F. Superfícies estriadas no embasamento granítico e vestígio de pavimento de clastos neopaleozóicos na região de Salto, SP. Rev. Esc. Minas (submetido).

PETRI, S., PIRES, F.A. O Suabgrupo Itararé (Permocarbonífero) na região do médio Tietê, Estado de São Paulo. Rev. Inst. Geol., v.22, p.301-310, 1992.

PETRI, S., SOUZA, P.A. Síntese dos conhecimentos e novas concepções sobre a bioestratigrafia do Subgrupo Itararé, Bacia do Paraná, Brasil. Rev. Inst. Geol., v.14,n.2, p.7-18, 1993.

ROCHA-CAMPOS, A.C. Rocha moutonnée de Salto, SP. In: SCHOBBENHAUSS, C., CAMPOS, D.A., QUEIROZ, E.T. & BERBERT-BORN, M. (eds) Sítios geológicos e paleontológicos do Brasil. 1ª ed. Brasília, DNPM/CPRM, Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (SIGEP), Brasília, v.1, p.155-159, 2002.

SOUZA, P.A. Late Carboniferous palynostratigraphy of the Itararé Subgroup, northeastern Paraná Basin, Brazil. Rev. Palaeob. Palynol., v. 138, p.9-29, 2006.

SOUZA, P.A., MARQUES-TOIGO, M. An overview on the palynostratigraphy of the Upper Paleozoic strata of the Brazilian Paraná Basin. Rev. Mus. Arg. Cienc. Natur., nueva serie, v.5, p.205-214, 2003.

(*)assinalar em destaque trabalhos dos candidatos a autor e co-autor

12. FOTO E SINOPSE DO CURRICULUM VITAE DO(S) CANDIDATO(S) A AUTOR(ES)(*):

Annabel Pérez-Aguilar é graduada em Geóloga (1991 USP), com Doutorado em Mineralogia e Petrologia (2001 - USP). Desde 2004 é pesquisadora do Instituto Geológico, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Geociências, atuando principalmente nos seguintes temas: mapeamento geológica, petrologia metamórfica, seqüências vulcano-sedimentares, interação fluido-rocha e isótopos estáveis.

Setembrino Petri é graduado em História Natural (1944- USP) com Doutorado em História Natural (1948 – USP). Atualmente é Professor Titular do Quadro Permissionário do Instituto de Geociências da USP. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Bacia do Paraná e Estratigrafia de rochas sedimentares.

Raphael Hypolito é graduado em Química (1965 – USP) com Doutorado em Geociências (1972 – USP). Atualmente é Professor Titular Professor Titular do Quadro Permissionário do Instituto de Geociências da USP. Tem experiência na área de Geoquímica Ambiental e Hidrogeoquímica, atuando principalmente nos  seguintes temas: detecção, quantificação e disponibilidade de poluentes em sistemas água/rochas/solos/sedimentos e recuperação de rejeitos.

Sibele Ezaki é graduada em Geografia (1995 – USP) e Geologia (2001 - USP), com Mestrado em Recursos Minerais e Hidrogeologia (2004 - USP). Desde 2004 é pesquisadora do Instituto Geológico, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Hidrogeologia e Geoquímica, atuando principalmente nos seguintes temas: metais pesados, aterro sanitario, solo, hidrogeoquímica.

Paulo Alves de Souza é graduado em Geologia (1991 - USP), com Doutorado em Paleontologia e Bioestratigrafia (2000 – USP). Entre 1992 e 2002 foi pesquisador científico do Instituto Geológico, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Desde 2002 é professor adjunto do Instituto de Geociências da UFRGS. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Palinologia e Paleontologia Estratigráfica, Bacia do Paraná (Carbonífero e Permiano) e Bacia de Pelotas (Cretáceo ao Quaternário).

Caetano Juliani é graduado em Geologia (1980 – UNESP) com Doutorado em Mineralogia e Petrologia (1993 – USP). Atualmente é professor associado da do Instituto de Geociências da USP. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Petrologia, Metalogênese e Evolução Crustal, atuando principalmente nos seguintes temas: Grupo Serra do Itaberaba, Tapajós, alteração hidrotermal, metamorfismo, geotermobarometria, depósitos auríferos epitermais, do tipo pórfiro  vulcano-exalativos.

Lena V.S. Monteiro é graduada em Geologia (1993 – USP) com Doutorado em Recursos Minerais (2002 - USP) e pós-doutorado em Evolução Crustal e Metalogênese (2006 - UNICAP). Atualmente é Professora Assistente Doutora (MS-3) do Instituto de Geociências da UNICAMP. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Metalogênese, Geoquímica Isotópica, Isótopos Estáveis, Petrografia e Petrogênese, atuando principalmente nos seguintes temas: depósitos de óxido de ferro-cobre-ouro, depósitos auríferos e de metais base e alteração hidrotermal.

José Maria Azevedo Sobrinho é graduado em Geologia (1986 - USP), com mestrado em Mineralogia e Petrologia (1995 - USP). Atualmente é Pesquisador Científico do Instituto Geológico, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Petrologia e Mineralogia, atuando principalmente nos seguintes temas: mapeamento geológico, charnockito e granulitos.

Francisco Antônio Moschini é Licenciado em Ciências Físicas e Biológicas e Pedagogia. É Professor aposentado do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública Estadual. Atualmente é Membro do Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, do Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Sorocaba e Médio Tietê, do Conselho Gestor das APAs Cabreúva, Cajamar e Jundiaí e do Conselho Municipal do Meio Ambiente da Cidade de Salto.

 (*)Sinopse do(s) currículo(s) do(s) candidato(s) a autor(es) que efetivamente participaram das pesquisas. Cada "minicurrículo" deverá ter no máximo 120 palavras e ser acompanhado de fotografia pequena tipo 3x4. Constituirá apêndice do artigo se a candidatura for aprovada e o artigo aceito para publicação.

RESERVADO À SIGEP:
DATA APROVAÇÃO DA PROPOSTA:  2/9/2008         -   MINUTA PREVISTA PARA:    /       /       (imediatamente?)

 

 

COMENTÁRIOS, CRÍTICAS E SUGESTÕES DA SIGEP
E DA COMUNIDADE GEOCIENTÍFICA
E RÉPLICAS DO PROPONENTE


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 15 de agosto de 2008 13:52
Para: Annabel Pérez-Aguilar (annabelp@igeologico.sp.gov.br)
Cc: Caetano Juliani (cjuliani@usp.br); Francisco Moschini (faleconosco@salto.sp.gov.br); José Maria de Azevedo Sobrinho (zemaria@igeologico.sp.gov.br); Lena V. S. Monteiro (lena@ige.unicamp.br); Paulo Alves de Souza (paulo.alves.souza@ufrgs.br); Raphael Hypolito (raphael.hypolito@br2001.com.br); Setembrino Petri (spetri@usp.br); Sibele Ezaki (sibezaki@igeologico.sp.gov.br)
Assunto: RES: Proposta de Sitio Geologico - SERIA ARTIGO COMPLEMENTAR???
Prioridade: Alta

 

Prezada Profa. Annabel,

 agradecemos o envio da proposta de novo sítio com compromisso de descrição.

 

Cabe, entretanto, a seguinte pergunta: - esta proposta (Pavimento estriado Guaraú, SP) não seria um complemento de feições e rochas glaciogênicas do Sítio 021 (ver abaixo) descrito pelo Prof. Rocha Campos??

 

Tem sido analisada, mas ainda não foi decidida pela SIGEP, a implantação de “artigos complementares” e de  “comments & replies”  referentes a sítios já publicados pela SIGEP. Parece-me que esta proposta de vocês corresponde a proposta de um artigo complementar ao de descrição do sítio SIGEP 021. Estou certo?

 

Aguardamos resposta antes de publicar a proposta na Internet.

 

Saudações geológicas

Manfredo

P/ corpo editorial

 

Manfredo Winge

Representante da SBGeo na SIGEP

 

Ver artigo já publicado na Internet e em Livro:

Rocha Moutonnée de Salto, SP - Típico registro de abrasão glacial do Neopaleozóico
Antônio Carlos de Rocha-Campos - pg 155
[Sítio021:  Versão original em html - Versão final em PDF]


De: annabelp@igeologico.sp.gov.br [mailto:annabelp@igeologico.sp.gov.br]
Enviada em: sexta-feira, 15 de agosto de 2008 16:56
Para: Manfredo Winge
Assunto: Re: RES: Proposta de Sitio Geologico - SERIA ARTIGO COMPLEMENTAR???

Prezado Manfredo,
A proposta Pavimento Estriado Guaraú é um afloramento diferente daquele onde está localizado o SITIO 21 e que já foi descrito pelo Prof. Rocha-Campos e do qual possuimos cópia. Este novo pavimento estriado está sendo descrito pela primeira vez em artigo submetido à REVISTA REM por PÉREZ-AGUILAR e colaboradores, conforme bibliografia anexa na proposta. Para você apreciar a sua localização estou enviando, em anexo, mapa com localização, tanto do Sitio 21 (Parque Rocha Moutonnée) como do pavimento estriado proposto que fica perto da Cerámica Guarú. O pavimento estriado proposto é também diferente daquele descrito por AMARAL (AMARAL, S.E. do. Nova ocorrência de rocha moutonné em Salto, SP. Bol. Soc. Brasil. Geol., v.14,n.1 2, p.71-82, 1965), mas que hoje não se sabe que fim levou, tendo sido provavelmente aterrado.

Grata pela atenção, Annabel

LOCALIZAÇÃO DO PAVIMENTO ESTRIADO GUARAÚ

Figura 1 – Esquema mostrando onde estão localizadas as (1) superfícies estriadas e (2) Parque Rocha Moutonnée. Partes cinza representam as áreas urbanas de Salto e Itu.


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: sábado, 16 de agosto de 2008 14:32
Cc: Annabel Pérez-Aguilar (annabelp@igeologico.sp.gov.br)
Assunto: ENC: RES: Proposta de Sitio Geologico - SERIA ARTIGO COMPLEMENTAR???

 Prezados colegas da SIGEP,

 pelo mapa enviado (ver anexo), a distância entre os afloramentos do sítio 21 e este proposto é de cerca de 1,5km (< 1' lat ou long); o contexto geológico é o mesmo com feições e rochas associadas à mesma glaciação.
 Assim, em vista dessa situação e de outras já tratadas por nós na SIGEP, bem como muitas que poderão vir a se apresentar, é de se pensar se afloramentos próximos, com mesma tipologia e mesmo contexto geológico e/ou paelobiológico, não devam ser descritos como "satélites" de um afloramento principal que nomeia o sítio, conforme já sugerido para situação similar pelo colega William (email anexo). Desta forma, no caso do sítio já ter sido descrito com um artigo científico (parece ser este o caso), novas propostas com afloramentos satélites poderiam ser descritas pelos novos autores como um artigo complementar ao do Sítio.
Se isto for aprovado pela Comissão, deveremos pensar em um formato de artigo  que diferencie o artigo científico, com o qual se cadastrou originalmente o sítio, desses artigos complementares que deverão ter, também, indicação conspícua  sobre essa complementariedade no seu título.
Vista a importância da decisão, seria interessante a manifestação de todas as instituições representadas na SIGEP a serem colimadas e avaliadas pelo colega Schobbenhaus, presidente da comissão (ele se encontra atualmente na Noruega participando do International Geological Conference).

 Saudações
Manfredo 

Manfredo Winge
Representante da SBGeo


De: fernande [mailto:fernande@acd.ufrj.br]
Enviada em: quarta-feira, 20 de agosto de 2008 07:33
Assunto: Re: ENC: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 Prezados colegas,

a discussão é deveras interessante e vem levantar um problema que já debatemos anteriormente. O Manfredo deve lembrar inclusive da recente consulta da Profa. Vera Medina da Fonseca, do Museu Nacional, a respeito de duas localidades próximas no Piauí, mas pertencentes a unidades estratigráficas diferentes e características paleontológicas próprias, apesar de idades semelhantes e grande proximidade. Creio que o correto seria, nesses casos, a caracterização de cada sítio em separado. Concordo, assim, com a exposição da Annabel, mas gostaria de saber a opinião de outros colegas.
Atenciosamente,
Antonio Carlos S. Fernandes (Representante da SBP na SIGEP)


De: Celia Regina de Gouveia Souza [mailto:celiagouveia@gmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 20 de agosto de 2008 11:31
Assunto: Re: ENC: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Oi! Colegas da SIGEP,

 Também concordo com as colocações da Annabel.
E, assim como o Antonio Carlos, acho que cada um deve ser escrito como um sitio, principalemnte para os casos como esse, de raridade e singularidade do sítio. Mas acho tb. que seria interessante fazer uma menção aos outros sítios semelhantes (não sei se esse seria o entendimento do sítios "satélite" referido pelo William).

 Celia

ABEQUA 


De: Carlos Schobbenhaus [mailto:schobben@df.cprm.gov.br]
Enviada em: segunda-feira, 25 de agosto de 2008 19:22
Cc: Annabel Pérez-Aguilar
Assunto: Re: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Prezados colegas da SIGEP e autores da proposta,

 A  proposta  Pavimento Estriado Guarau,  da mesma forma que  o Parque Roche Moutonnée de Salto, SP, representam geossítios pontuais de uma mesma tipologia.
Se os dois sítios tivessem sido propostos na mesma época, certamente teriam sido tratados como  sítios relacionados entre si, ou seja, provavelmente teriam sido tratados como um único sítio e não faria sentido tratá-los como sítios separados.
Atualmente, apesar de próximos e possuirem a mesma tipologia, devem ser tratadas, a meu ver,  de forma separada. O Parque Roche Moutonnée já é uma área protegida por lei  e para  o sítio Guarau os autores da proposta propõem, por sua importância para a memória geológica,  que medidas de proteção sejam adotadas. O sítio Guarau, além de possuir exposições com pavimentos estriados tal como o Parque Roche Moutonnée, contém adicionalmente exposições de sedimentos de origem glacial, diferenciando-se portanto deste nesse aspecto. Ambos se caracterizam pela raridade de suas ocorrências.

Nesse contexto, talvez valha a pena fazer um paralelo com a proposta Lajedo do Pai Mateus, PB, cuja tipologia principal é geomorfológica representada por centenas de matacões de granitóides com diferentes graus de arredondamento, de distribuição monótona, criando o chamado "mar de bolas". Trata-se de um sítio isolado, mas que no seu contexto é formado por um conjunto de sítios pontuais tipologicamente relacionados. Tratando-se de uma geoforma muito comum na região, não faria sentido dividi-lo em diversos sítios isolados, nem faria sentido apresentar uma proposta de um sítio isolado em área próxima com as mesmas características, a não ser que uma justificativa importante seja apresentada.


Em resumo, aprovo a proposta Pavimento Estriado Guarau por seu caráter especial e pela  raridade de sua ocorrência,  carecendo de medidas para sua preservação para a memória geológica. Por outro lado,  também aprovo  a pleiade de autores que se propõe a descrevê-lo.
 

Com relação, à situação levantada pela Prof. Vera Maria do Museu Nacional, referindo-se a duas exposições fossilíferas próximas entre si na Bacia do Parnaíba, sob  meu ponto de vista, ambas devem ser tratadas como um mesmo sítio, dentro da definição proposta para um sítio isolado. Um sítio isolado pode ser representado por um sítio pontual ou pode constituir um pequeno grupo de sítios pontuais e cuja área de exposição pode estender-se por diversos km2. Como no caso da Bacia do Parnaíba se trata de campos de especialidades diferentes dentro da área de paleontologia, a dificuldade maior talvez resida em reunir as duas equipes em uma única proposta. De todo modo, deveria-se evitar a superposição de propostas de sítios em uma mesma área ou áreas próximas, mesmo que sejam de tipologias diferentes, a não ser que argumentos importantes sejam apresentados para o referendo desta Comissão. O importante nesses casos seria envolver autores de diferentes especialidades na mesma proposta de sítio.


SDS,
Carlos Schobbenhaus
Representante da CPRM na SIGEP


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: terça-feira, 26 de agosto de 2008 10:09
Assunto: RES: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Prezados Carlos e demais colegas da SIGEP,

neste caso do pavimento estriado versus rocha moutonnée. os dois afloramentos não são só de mesma tipologia; eles são ligados ao mesmo processo genético e estão muito próximos.

Não seria o caso de a SIGEP  instituir a opção de “artigos complementares” para afloramentos “satélites” do MESMO SÍTIO ?? tenho a convicção de que muitos casos semelhantes virão a ocorrer.

 

Manfredo

Representante da SBGeo


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 29 de agosto de 2008 10:43
Cc: Annabel Pérez-Aguilar (anaperez99@hotmail.com); Annabel Pérez-Aguilar (annabelp@igeologico.sp.gov.br); Caetano Juliani (cjuliani@usp.br); Francisco Moschini (faleconosco@salto.sp.gov.br); José Maria de Azevedo Sobrinho (zemaria@igeologico.sp.gov.br); Lena V. S. Monteiro (lena@ige.unicamp.br); Paulo Alves de Souza (paulo.alves.souza@ufrgs.br); Raphael Hypolito (raphael.hypolito@br2001.com.br); Setembrino Petri (spetri@usp.br); Sibele Ezaki (sibezaki@igeologico.sp.gov.br)
Assunto: ENC: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau
Prioridade: Alta

 

Prezados colegas da SIGEP,

 

como representante da SBGeo, sou favorável à descrição dos afloramentos desta proposta por sua importância, já reconhecida em afloramentos vizinhos cogenéticos  do sítio 021 (ver abaixo), e pela equipe qualificada de candidatos a autores.

Entretanto, persiste a questão colocada no e-mail abaixo: afloramentos geneticamente correlacionados e próximos como estes, “satélites” de um principal já cadastrado, podem constituir sítios diferentes ou um só sítio segundo os objetivos da SIGEP ??

 

Vejo, no momento, duas possibilidades para solucionar tais casos:

 

1-    as ocorrências desta nova proposta seriam abordadas em um artigo complementar  ao do sítio já descrito do Parque da Rocha Moutonnée. O padrão/formato de tais artigos “complementares” teria de ser definido, mas em princípio seria análogo ao implantado para os sítios cadastrados;

2-    instituirmos um novo conceito de “distrito” ou “província” de sítios próximos E correlatos/cogenéticos: cada ocorrência relevante dessas seria considerada e descrita como um sítio separado mas agrupado em um conjunto maior, distrito ou província(?)  que seria relatado de forma breve e regional em um artigo de apresentação desse conjunto pelos autores principais dos sítios cogenéticos e/ou pelos editores da SIGEP

 Ver:
1) PAVIMENTO ESTRIADO GUARAÚ, SP
2) Rocha Moutonnée de Salto, SP
Típico registro de abrasão glacial do Neopaleozóico
Antônio Carlos de Rocha-Campos - pg 155
[Sítio021:  Versão original em html - Versão final em PDF]

Manfredo

c/c proponentes

Manfredo Winge
Representante da SBGeo na SIGEP


De: fernande [mailto:fernande@acd.ufrj.br]
Enviada em: sábado, 30 de agosto de 2008 09:38
Cc: Annabel Pérez -Aguilar; Annabel Pérez -Aguilar; Caetano Juliani; Francisco Moschini; José Maria de Azev edo Sobrinho; Lena V. S. Monteiro; Paulo Alves de Souza; Raphael Hypolito; Setembrino Petri; Sibele Ezaki; joao.coimbra@ufrgs.br
Assunto: Re: ENC: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Prezados colegas,

sou também favorável à aprovação do sítio e, particularmente, concordo com a segunda possibilidade de solução apresentada pelo Manfredo. Apesar de correlacionados, são localidades diferentes com algumas características próprias que, por sua importância (dentro da tipologia da SIGEP), podem ser descritos separadamente.
Atenciosamente,
Antonio Carlos S. Fernandes (Representante da SBP na SIGEP)

De: Carlos Schobbenhaus [mailto:schobben@df.cprm.gov.br]
Enviada em: segunda-feira, 1 de setembro de 2008 08:52
Assunto: Re: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Prezado Manfredo,

Sugiro que seja descrito como sítio específico, mas com o seguinte  título:
"Rocha Moutonnée de Salto (II): Pavimento Estriado de Guaraú, SP"


Como é uma caso especial, que certamente não vai repetir-se tão cedo, sugiro que não sejam criados complementos, satélites, provincias, etc., até definirmos o que entendemos por sítios isolados ou grupamentos de sítios. Para não complicar a questão neste momento, prefiro que este caso seja tratado como sítio isolado, mas com  a indicação dada no título  acima.
Acho que você colocou bem a questão: "afloramentos geneticamente correlacionados e próximos como estes, "satélites" de um principal já cadastrado, podem constituir sítios diferentes ou um só sítio segundo os objetivos da SIGEP ??"
Eu perguntaria: qual é a distância entre dois sítios geneticamente correlacionados para que um não seja mais considerado como "satélite" do outro?  1 km ? 10 km? 50 km?
Essas questões precisam ser definidas. Quando termina um sítio ou grupamento de sítios geneticamente relacionados e começa outro?
 
Abr. Schobbenhaus


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 1 de setembro de 2008 11:12
Assunto: RES: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Prezado Carlos,

certo.. vamos aceitar a proposta como um sítio (ou capítulo dos SÍTIOS GEOLÓGICOS..) a ser descrito, mas com um link no título ao sítio já descrito.

 

Estas questões referentes aos limites físicos e lógicos de um sítio da SIGEP já foram objeto de várias considerações e sugestões nossas. Cabe lembrar que, em sítios já cadastrados, foram considerados afloramentos cogenéticos distantes de até 8 km como sendo parte do mesmo sítio (ex. gr  Sítio Peirópolis e Serra da Galga, Uberaba, MG; Serra do Cadeado, PR; Eolianitos de Flecheiras/Mundaú..). Vários outros apresentam afloramentos ou ocorrências descontínuas distantes  1 a 2 km como Lajedo de Soledade, Apodi, RN. Além disso, em havendo continuidade da mesma feição geológica, geomorfológica, etc.. sítios extensos de dezenas até centena(s) de quilômetros foram catalogados (Campo de Dunas Inativas do Médio Rio São Francisco, BA; Escarpamento Estrutural Furnas, SP/PR; Dunas do Albardão, RS; Monte Roraima, RR; ilhas/arquipélagos oceânicos..).

 

O fato a destacar neste caso específico é que um mesmo sítio versando sobre feições e rochas relacionadas a um mesmo processo e evento glaciogênico teve afloramentos descritos por um autor e que novas descobertas de afloramentos do mesmo sítio, mas com aspectos particulares (sic) distantes cerca de 1,5 km, são propostos como um novo sítio. A preocupação maior é que situações análogas tendem a se tornar cada vez mais comuns na medida em que se desenvolvem nossos trabalhos de catalogação de “novos” sítios.

 

Abraços

Manfredo

Manfredo Winge
Representante da SBGeo na SIGEP


De: Annabel Perez Aguilar [mailto:anaperez99@hotmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 1 de setembro de 2008 09:29
Assunto: RE: ENC: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Prezados Manfredo e colegas da SIGEP

Parece-nos que cabe perfeitamente, na região de Salto – Itu, o conceito de uma “Província ou Distrito” que abrangeria, ao nosso entender, os sítios 21 (Parque Rocha Moutonnée), 62 (Varvitos de Itu) e o sito proposto (Pavimento Estriado Guaraú), considerando que: 1) foram propostos em épocas diferentes; 2) que os dois primeiros já possuem uma proposta de gestão instituída; 3) não há uma continuidade do meio físico entre eles, ou seja, que apesar da sua relativa proximidade, estão separados por rodovias, estradas secundárias, áreas urbanas e diversas cerâmicas; 4) cada um deles é singular quanto às feições destacadas relativas ao evento glacial Neopaleozóico; 5) conceder o status de “Província ou Distrito” a estas três ocorrências promoveria a divulgação da história geológica do região.

 

Parece-nos, também, que um artigo de síntese da região deveria ser elaborado pelos autores participantes que submeteram os diferentes sítios geológicos.

 

Gratos pela atenção, Annabel e colaboradores.


De: william sallun filho [mailto:wsallun@gmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 1 de setembro de 2008 13:18
Assunto: Re: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Acho pertinente e sou FAVORÁVEL a proposição do sítio.
E gostei da idéia do Manfredo dos sítios "satélite", "distritos", ou ´"sítios de referência" (não sei como serão chamados) ficarem vinculados ao "sítio-tipo" ou "sítio principal".
Talvez nas novas proposições isto poderia constar na ficha, indicando se a proposta é um sítio "satélite" de um principal ou se é um sítio independente de qualquer outro.
Acredito, como o Schobbenhaus colocou, que isto não será comum, mas apesar disso, deverá acontecer outras vezes, assim poderíamos estabelecer uma nomenclatura e critérios para casos assim.


Abraços
William
Representante da SBE na SIGEP

De: ricardolatge@petrobras.com.br [mailto:ricardolatge@petrobras.com.br]
Enviada em: terça-feira, 2 de setembro de 2008 09:47
Assunto: Re: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau 

Companheiros

A particularidade do sítio e a adequada descrição justificam a inclusão na SIGEP.
Sobre as discussões surgidas, creio que o desenrolar das investigações estimulada pela existência da Comissão irão naturalmente conduzir a adotarmos o conceito de "distrito" ou "província" de sítios correlatos e/ou cogenéticos, próximos, como sugerido pelo Manfredo. Mas a própria controvérsia em relação a oportunidade desta integração já é uma boa indicação de que o sítio em questão não estabeleceu o devido consenso para inaugurar esta solução.
Saudações
Ricardo
Representante da Petrobras na SIGEP


De: acrcampo@usp.br [mailto:acrcampo@usp.br] Enviada em: quinta-feira, 4 de setembro de 2008 11:23
Para: mwinge@terra.com.br
Assunto: Re: Enc: ENC: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

Prezado Manfredo:

Agradeço-lhe o envio da mensagem.
O "pavimento" descrito está bem preservado e parece conter muitas feiçoes de erosão glacial de micro e macro escalas.
É, portanto, merecedor de proteção. Aguardo, pois,com interesse, a publicação do artigo em que os proponentes decrevem o afloramento Quanto a ser considerado um sítio à parte da rocha moutonnée, acho discutível.Em resumo publicado nos Anais da Academia Brasileira de Ciências (Viviani, J.B. e Rocha-Campos, A.C., 2002,p.549-550)faço menção a várias outras ocorrências de feições de erosão glacial sobre o granito, exibindo estrias e morfologias de roche moutonnéé e whale back, encontradas emergindo dentro do rio Tietê ou às margens deste, a distâncias variáveis, de até centenas de m da moutonnée original.
Redescobri também o afloramento descrito por Amaral (1965), que, diferentmente do afirmado pelos proponentes, não foi destruido.
Com base nessas e outras feições, propus reconhecer na região de Salto un exemplo de "paisagem glacial erosiva" exumada, a exemplo do que ocorre na glaciação pleistocênica e recente.
O afloramento recém-descoberto é mais um componente desse quadro geral.
Em vária oportunidades, sugeri a autoridades municipais de Salto a integração dessses elementos em torno da moutonnée, a fim de agregar-lhe valor, do ponto de vista do seu potencial como atração geoturística, além de medidas de proteção dos afloramentos.
Em resumo, portanto, creio que a idéia de sítios satélites possa ser uma solução. Note que a moutonnée do parque, além de sua importância geológica, tem relevância em termos de história da Geologia do Brasil (glaciação do Gondwana) .
Uma curiosidade: além de evidências de erosão glacial (abrasão) há feições indicativas de ação erosiva da água sobre o granito da rocha moutonnée.
Somente para maior correção histórica, noto que os proponentes deixam de citar contribuições de autores nacionais à reconstituição da história geológica da glaciação neopaleozóica da Bacia do Paraná. Dentre estes, cito Leinz,1937, Rocha-Campos,1969,Santos et al., 1996).
Retribuo-lhe as saudações,

RC


De: Annabel Perez Aguilar [mailto:anaperez99@hotmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 4 de setembro de 2008 13:23
Assunto: RE: RES: Enc: ENC: Proposta do sitio Pavimento Estriado Guarau

 

Prezados Manfredo, colegas da SIGEP e Prof. Rocha-Campos

 

Agradecemos muito o reenvio do e-mail do Prof. Rocha-Campos elucidando questões relativas às feições glaciais presentes na borda leste da Bacia do Paraná e que em muito melhorarão o artigo a ser submetido à SIGEP.

 

Será consultada a bibliografia por ele citada  - Viviani, J.B. e Rocha-Campos, A.C., 2002,p.549-550. Quanto às outras bibliografias, foram consultadas e serão citadas no artigo completo. Não foram incluídas na proposta, uma vez que nela foram basicamente inseridas algumas bibliografias dos autores proponentes, demonstrando possuírem trabalhos desenvolvidos na região, conforme requisito da SIGEP.

 

Quanto à redescoberta do afloramento descrito por Amaral (1965) pelo Prof. Rocha-Campos, isto infelizmente ainda não foi registrado.

 

A ideia do Prof. Rocha-Campos propor um macro-sítio "paisagem glacial erosiva" na região de Salto é extremamente pertinente. Poderia constituir uma “Provícnia ou distrito” conforme proposto por você durante as discussões levantadas relativas ao Pavimento Estriado Guaraú. Entretanto é uma questão que cabe a todos vocês, como membros da SIGEP, resolverem. Também voltamos a salientar, como o fizemos durante as discussões que tivemos, a importância geológica, histórica e cultural da Rocha Moutonné de Salto. Sem dúvida os esforços do Prof. Rocha-Campos tem sido enormes buscando difundir e preservar a memória geológica da glaciação Paleozóica, não só na região de Salto como também de Itu.

 

Atenciosamente, Annabel e colaboradores


AVALIAÇÃO FINAL DE PROPOSTA
DE DESCRIÇÃO DE SÍTIO GEOLÓGICO - PALEOBIOLÓGICO

Nome do Sítio:  Pavimento estriado Guaraú, SP
Proponentes:  
Annabel Pérez-Aguilar; Setembrino Petri; Raphael Hypólito; Sibele Ezaki; Paulo Alves de Souza; Caetano Juliani; Lena V.S. Monteiro; José Maria Azevedo Sobrinho; Francisco Moschini

Considerando os pareceres, comentários e réplicas constantes na página da proposta, as instituições membros da SIGEP, assim se pronunciam, através de seus representantes, quanto à proposta em epígrafe

INSTITUIÇÃO PARECER
Favorável
Não favorável 
Abstenção
Restrições/Exigências
Não se pronunciou[
Em banco]
Academia Brasileira de Ciências – ABC  
Associação Brasileira de Estudos do Quaternário – ABEQUA Favorável
Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM  
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE  
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis– IBAMA  
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN  
Petróleo Brasileiro SA - Petrobras Favorável
Serviço Geológico do Brasil – CPRM Favorável
Sociedade Brasileira de Espeleologia – SBE Favorável
Sociedade Brasileira de Geologia – SBGeo Abstenção
Sociedade Brasileira de Paleontologia – SBP Favorável