SIGEP - COMISSÃO BRASILEIRA DE SÍTIOS GEOLÓGICOS E PALEOBIOLÓGICOS
(ABC-ABEQUA-CPRM-DNPM-IBAMA-IBGE-IPHAN-PETROBRÁS-SBE-SBGeo-SBP)
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PROPOSTA DE SÍTIO GEOLÓGICO ou PALEOBIOLÓGICO DO BRASIL
A SER PRESERVADO COMO PATRIMÔNIO NATURAL DA HUMANIDADE

1. NOME do SÍTIO(*):   Pico do Itambé, Serro, MG

 

2. PROPONENTE
Nome completo: Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves
Endereço p/ postagem: Rua Agenor Goulart Filho, 54/201, Bairro Ouro Preto, CEP 31.310-360, Belo Horizonte-MG
Instituição: IGC/CPMTC/UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais
Fax: (31) 3409-5410
Telefone: (31) 3409-5447
e-mail: mchaves@ufmg.br e mlschaves@gmail.com

Endereço curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/7243858021350862

Marque a alternativa correta abaixo:
você está propondo:
x ] sítio geológico/paleobiológico ainda não sugerido à SIGEP e candidatando-se à sua descrição (*);
[  ] sítio geológico/paleobiológico ainda não sugerido à SIGEP sem candidatar-se à sua descrição; 
[  ] candidatar-se à descrição (*) de sítio geológico/paleobiológico já aprovado pela SIGEP.
(*) -
o sítio deverá ser descrito em duas versões, português e em inglês, e de acordo com as Instruções aos Autores.

Data da proposta:  01 / 07 / 2008

4. CASO TENHA ESTUDADO O SÍTIO e esteja se candidatando a descrevê-lo com artigo científico, informe:
a) DATA PROVÁVEL de entrega da minuta do artigo:   31 / 08 / 2008 
b) CO-AUTORES(*): 

Kerley Wanderson Andrade, IGC/CPMTC/UFMG, kwandrade@yahoo.com.br

Leila Benitez, IGC/CPMTC/UFMG, leilabenitez@gmail.com

 (*)Autor principal é o proponente; Informar co-autores previstos em ordem de importância com Nome Completo, Instituição, e-mail

5. TIPOLOGIA DO SÍTIO (marque com X os tipos e com XX o tipo mais característico do sítio):

 

[   ]Astroblema                 
[   ]Estratigráfico              
[X]História da Geologia, Mineração, Paleontologia..
[   ]Marinho-submarino  
[   ]Metamórfico                
[   ]Paleoambiental           
[   ]Sedimentar                  
[   ]Outro(s):

[   ]Espeleológico  
[XX]Geomorfológico
[   ]Hidrogeológico
(somente casos especiais e com outra tipologia significativa associada)
[   ]Ígneo
[   ]Metalogenético
[X]Mineralógico
[   ]Paleontológico
[   ]Tectono-estrutural

Observação: [   ] Inclui vestígios arqueológicos  -  [X] Interesse Histórico/Cultural

 

6. LOCALIZAÇÃO:
a. Município(s)/UF: Serro/MG
2. Nome do local: Pico do Itambé
3. Coordenadas geográficas (Lat/Long) do centróide da área do sítio: 

          
Latitude: 18° 23' 59" S - Longitude: 43° 20' 54" W

 

7. JUSTIFICATIVAS(*):

O Pico do Itambé, com seus 2.060 m de altitude, é o ponto culminante de toda Serra do Espinhaço, que se desenvolve na direção norte-sul em Minas Gerais e Bahia, e um dos picos mais elevados de ambos esses estados. O interesse histórico-cultural do sítio é ressaltado pelo fato de que dois dos mais famosos “viajantes” europeus do século XIX, os naturalistas prussianos Spix & Martius (1828) fizeram pela primeira vez sua escalada até o cume, e o descreveram com minúcias (Figura 1). O pico pode ser notavelmente apreciado da cidade de Diamantina, marco na história da mineração de diamantes (e ouro) no Brasil.

A rara beleza paisagística da região, onde o pico se destaca na paisagem, inclui além dos montes diversas cachoeiras e cascatas, e possui em seus domínios muitas nascentes de drenagens das bacias dos rios Jequitinhonha e Doce. Esses e outros atributos justificaram a criação, para tal área, do Parque Estadual do Pico do Itambé em 1998.

 

 

Figura 1: A Serra do Espinhaço, destacando o Pico do Itambé, retratado na visão dos naturalistas europeus Spix & Martius (1828).

Da obra de Spix & Martius (1828), alguns recortes que relevam o interesse pelo sítio proposto, inclusive em termos mineralógicos: “Outra excursão instrutiva foi para nós a ascensão do Itambé... Nos seus desfiladeiros, brota o pequeno Rio Capivari, e muito perto toma início, reunindo dois braços, o Jequitinhonha, portador de ouro e diamantes... Com felicidade, escalamos também o último colosso, e com o magnífico panorama, de cima do platô desenrolou-se a vastidão montanhosa do Serro Frio... Ele é composto inteiramente de xisto quartzítico... de granulação fina que, nas alturas, contém aqui e acolá, grandes quantidades de fragmentos de quartzo arredondados, à maneira de brechas... É surpreendente o fato de nele haverem achado diamantes, em considerável altura”.

 

(*)Para a inclusão como PATRIMÔNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

8. BREVE DESCRIÇÃO DO SÍTIO(*):

O Pico do Itambé, ponto culminante da Serra do Espinhaço, situa-se cerca de 30 km a leste da histórica cidade de Diamantina (Figura 2). A altitude do pico segundo o mapa geográfico do IBGE (1977) é de 2.002 m, mas foi corrigida pelos proponentes para 2.060 m (Chaves et al. 2007). Tal área situa-se no domínio serrano designado de Espinhaço Meridional, logo ao norte da pequena cidade de Santo Antônio do Itambé, embora o pico em si esteja incluso no município de Serro.

 

 

 

Figura 2: Vista do Pico do Itambé desde a cidade histórica de Diamantina.

 

No que se refere à evolução geomorfológica, na concepção de King (1956) a Serra do Espinhaço na região de Diamantina teria seu topo mais ou menos nivelado entre as cotas 1.250-1.300 m constituindo a superfície de aplainamento “Pós-Gondwana”, desenvolvida no Cretáceo Superior. Sobre essa superfície o mesmo autor reconheceu morrotes quartzíticos alongados e isolados, remanescentes de um outro ciclo de aplainamento, mais antigo, os quais são balizados por um horizonte máximo de altitude por volta de 1.800 m (a superfície “Gondwana”, do Cretáceo Inferior). Entretanto, King (1956) observou que a altitude da zona do Itambé era bastante superior a essa, e destacou a respeito: “É possível que a região tenha sido atingida por pequenas falhas. Este fato viria explicar a excessiva altitude do pico do Itambé (2.038 m) que nos pareceu muito alto, mesmo para um remanescente do ciclo Gondwana”. Estudos pertinentes sobre a geomorfologia da área estão sendo desenvolvidos pelos autores, visando elucidar tal questão.

A geologia da área é ainda pouco conhecida, provavelmente por seu difícil acesso. O proponente do sítio a estuda desde a década de 1980 (Uhlein & Chaves 1989), e um novo mapa geológico 1:50.000 da região foi recentemente elaborado (Chaves et al. 2007). Nesse contexto, ressalta-se também o levantamento na escala 1:100.000 do “Projeto Espinhaço” (Tupinambá et al. 1996). O Supergrupo Espinhaço (Formação Sopa-Brumadinho) com deposição no Proterozóico (1,7-1,4 Ga), é a unidade metassedimentar que aflora na serra (Figura 3), superpondo seqüências gnáissicas e xistosas arqueanas. Na citada formação predominam quartzitos finos, recristalizados e fortemente deformados na base, com intercalações de filitos e metaconglomerados, estes provavelmente diamantíferos (existem registros de lavras abandonadas sobre depósitos coluvionares). Os níveis dessas últimas rochas aparentam ser mais abundantes e espessos em direção ao topo da seqüência, onde podem atingir quase 10 m, e assim nas proximidades do pico eles são abundantes.

 

 

 

Figura 3: Detalhe do Pico do Itambé constituído por maciço quartzítico-conglomerático do Supergrupo Espinhaço.

 

A cobertura vegetal nativa é constituída por campos rupestres de altitude e por cerrados. Nos fundos de vales ocorrem manchas de solos e aluvião, de maior fertilidade, onde se desenvolvem exuberantes matas pluviais intermontanas, e os campos de altitude representam áreas endêmicas de diversas espécies raras de orquídeas. Dentre as espécies animais presentes e constantes na lista oficial brasileira de extinção, destacam-se a onça parda e o lobo guará.

O acesso ao pico, na atualidade, é feito através de uma trilha em bom estado de conservação que parte de um pequeno sítio a cerca de 9 km ao norte de Santo Antônio do Itambé.

 

 (*)Anexar ao e-mail até 2 fotos significativas do sítio e, se disponíveis, links ou até capítulo de tese ou de artigo do proponente sobre o sítio

9. VULNERABILIDADE DO SÍTIO A ATIVIDADES DE MINERAÇÃO OU DEGRADAÇÃO AMBIENTAL*:

Desde meados do século XVIII, as áreas circunvizinhas a Serro/Santo Antonio do Itambé constituíram-se num centro de mineração de ouro e diamantes, embora de menor porte e importância quando comparado ao da região de Diamantina, a oeste. Nas proximidades do Pico do Itambé existem registros de lavras antigas, abandonadas há mais que 50 anos. Entretanto, na atualidade não há nenhum indício de atividades de garimpagem ou mineração (mesmo clandestina) no local, e com a criação do Parque Estadual tais atividades encontram-se inteiramente controladas.

 

(*)Caso o sítio esteja sob riscos iminentes ou já existentes de depredação ou de destruição natural, informe sucintamente quais são e as causas.

10. SITUAÇÃO ATUAL DE CONSERVAÇÃO E ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELA PROTEÇÃO:

O Parque Estadual do Pico do Itambé foi criado em 21/01/1998, envolvendo os municípios de Serro (930 ha), Santo Antônio do Itambé (2.926 ha) e Serra Azul de Minas (840 ha), com forte apoio das comunidades vizinhas. O parque é parcialmente restrito à visitação pública, sendo gerido pelo IEF – Instituto Estadual de Florestas. Esse órgão do Estado de Minas Gerais tem por finalidade executar a política florestal do Estado e promover a preservação e a conservação da fauna e flora, o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais renováveis, bem como a realização de pesquisas científicas em biomassa e biodiversidade.

 

(*)Caso o sítio esteja sob riscos iminentes ou já existentes de depredação ou de destruição natural, informe sucintamente quais são e as causas.

11. BIBLIOGRAFIA REFERENTE AO SÍTIO PROPOSTO(*):

(*)Chaves,M.L.S.C.; Benitez,L.; Andrade,K.W. 2007. Geologia da Serra do Espinhaço na região do Pico do Itambé (Serro, MG). In: Simpósio de Geologia de Minas Gerais, 14, Diamantina. Anais do..., p.35.

 

IBGE. 1977. Folha SE-23-Z-B-I, Rio Vermelho, 1:100.000. Rio de Janeiro, 1 mapa.

 

King,L.C. 1956. A geomorfologia do Brasil Oriental. Revista Brasileira de Geografia, 18:147-265.

 

Spix,J.B.v. & Martius,C.F.P.v. 1828. Reisen in Brazilien in dem Jahren 1817 bis 1820 gemacht. München: Gedruckt bei I.J.Lentner.

 

Tupinambá,M.; Baars,F.J.; Uhlein,A.; Grossi-Sad,J.H.; Knauer,L.G. 1996. Mapa Geológico da Folha Rio Vermelho, Minas Gerais, Brasil. Projeto Espinhaço, Convênio COMIG/UFMG, Belo Horizonte.

 

(*)Uhlein,A. & Chaves,M.L.S.C. 1989. Geologia da borda nordeste da Serra do Espinhaço Meridional (região de Mendanha a São Gonçalo do Rio Preto, MG). In: Simpósio de Geologia de Minas Gerais, 5, Belo Horizonte. Extend Abstracts..., p.175-179.

 

12. FOTO E SINOPSE DO CURRICULUM VITAE DO(S) CANDIDATO(S) A AUTOR(ES)(*):

  

Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves – Nasceu no Rio de Janeiro em 1957. Graduou-se em Geologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1981). Realizou pós-graduações na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Mestrado, 1987), na Universidade de São Paulo (Doutorado, 1997) e tem um Pós-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Atualmente é Professor Associado do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais, onde ingressou em 1984. Suas principais linhas de pesquisa incluem: Mapeamento Geológico, Prospecção Mineral e Mineralogia, desenvolvidas no Centro de Pesquisa Prof. Manoel Teixeira da Costa (IGC/UFMG), e coordena estudos nas áreas de geologia, mineralogia e prospecção de diamantes. É Editor Regional da Revista Geociências, UNESP (Rio Claro/SP) e Pesquisador CNPq.

 

   

Leila Benitez – Natural de Cambé (PR), é geógrafa pela Universidade Estadual de Londrina (2000), onde foi professora de geomorfologia (2001-2002). Mestre em Geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, concluiu sua dissertação em 2004 estudando a gênese/datação de depósitos diamantíferos quaternários. Atualmente desenvolve doutoramento nesta Universidade, e pesquisa macro características de lotes de diamantes das províncias diamantíferas mineiras, visando a definição de metodologia que possa auxiliar na identificação da procedência desses lotes, uma das exigências para emissão do “Certificado Kimberley”. Tem atuado em diversos projetos de pesquisa, principalmente na área de mapeamento geológico/mineralogia com o Prof. Mario L.S.C. Chaves, participando das propostas, já aceitas, de criação dos sítios “Morro da Pedra Rica” e “Canyon do Talhado”, ambos em Minas Gerais.

 

Kerley Wanderson Andrade – Nascido em Contagem (MG), é estudante do Curso de Graduação em Geologia do IGC – Universidade Federal de Minas Gerais, com previsão de término do curso para julho/2008. Teve experiência prévia como guia de ecoturismo na região da Serra da Canastra durante o período 2000-2003. Desde 2005, é Bolsista de Iniciação Científica no grupo de pesquisas coordenado pelo Prof. Mario L.S.C. Chaves, onde atua na área de geologia, prospecção e mineralogia do diamante, sendo ainda co-responsável pelo Laboratório de Minerais Pesados (CPMTC/IGC). Participou das propostas, já aceitas, da criação dos sítios geológicos “Morro da Pedra Rica” e “Canyon do Talhado”, ambos em Minas Gerais.

 

 

 

(*)Sinopse do currículo do candidato a autor com uma fotografia pequena tipo 3x4. Cada "minicurrículo" deverá ter no máximo 120 palavras e servirá, juntamente com uma versão em inglês a ser publicada para a publicação futura, como apêndice do artigo se a candidatura for aprovada e o artigo aceito para publicação.

RESERVADO À SIGEP:
DATA APROVAÇÃO DA PROPOSTA:   16/07/08    -   MINUTA PREVISTA PARA:    31/08/08  

COMENTÁRIOS, CRÍTICAS E SUGESTÕES DA SIGEP
E DA COMUNIDADE GEOCIENTÍFICA
E RÉPLICAS DO PROPONENTE


De: fernande [mailto:fernande@acd.ufrj.br]
Enviada em: terça-feira, 8 de julho de 2008 18:46
Assunto: Re: Novas propostas de sítios:"Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG

Sou favorável à aprovação dos sítios propostos, tendo em vista seu valor geomorfológico e cênico, e também histórico no caso do primeiro. Além disso, encontram-se em áreas protegidas, um ponto que considero de significativa importância para a aprovação de um sítio e a sua conservação.
Atenciosamente,
Antonio Carlos S. Fernandes (Representante da SBP na SIGEP)


De: Celia Regina de Gouveia Souza [mailto:celia@igeologico.sp.gov.br]
Enviada em: quinta-feira, 10 de julho de 2008 20:07
Assunto: Re: Novas propostas de sítios: "Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG

Prezados Colegas,
Não estou certa da relevância desses dois sítios (além da beleza cênica e um pouco de história...) e, dentre eles, menos ainda o da cachoeira .
..........
Celia


De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 11 de julho de 2008 15:16
Cc: Kerley Wanderson Andrade (kwandrade@yahoo.com.br); Leila Benitez (leilabenitez@gmail.com); Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mchaves@ufmg.br); Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mlschaves@gmail.com)
Assunto: RES: Propostas de sítios: "Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG - AVALIAÇÃO PRELIMINAR
 
Célia e demais colegas da SIGEP,
também tenho sérias dúvidas sobre a relevância geológica desses sítios propostos que lembram em parte a proposta cancelada  MORRO DA GARÇA, MG  dos mesmos proponentes.
 
Além da expressão cênica, quais dos citérios SIGEP abaixo poderiam justificar a formalização como sítios geológicos a serem preservados?
  • singularidade do sítio na representação de sua tipologia ou categoria;
  • importância na caracterização de processos geológicos-chave regionais ou globais, períodos geológicos e registros expressivos na história evolutiva da Terra;
  • expressão cênica;
  • ......
Para o Pico de Itambé talvez pudesse ser destacado que êle corresponde a um testemunho erodido de um relevo pré-cretácico o que levou a se tornar (sic) o ponto mais alto do Espinhaço... A favor da proposta também o fato de estar protegido por se situar em um Parque Estadual. Caso seja aprovada a proposta, o artigo  descrevendo o sítio deverá abordar de forma circunstanciada e bem ilustrada a evolução geomorfológica regional com os vários patamares de aplainamentos com suas idades e significados paleogeográficos bem como a razão da formação e persistência como morro testemunho do aplainamento mais antigo.
........................... 
Aguardarei, também, pareceres de outros colegas (e da comunidade geocientífica) para a avaliação final (voto da SBGeo) das propostas.
 
Manfredo
c/c proponentes
 
Manfredo Winge
Representante da SBGeo na SIGEP
2008 - ANO INTERNACIONAL DO PLANETA TERRA - AIPT

De: ricardolatge@petrobras.com.br [mailto:ricardolatge@petrobras.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 14 de julho de 2008 11:38
Assunto: Re: RES: Propostas de sítios: "Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG - AVALIAÇÃO PRELIMINAR

Companheiros
Sou favorável a inclusão do sítio Pico do Itambé, Serro, MG no SIGEP
Ricardo
Representante da PETROBRAS na SIGEP


De: Isolda Honnen [mailto:isoldah@iphan.gov.br]
Enviada em: segunda-feira, 14 de julho de 2008 16:36
Cc: carlosfernando.pgc@iphan.gov.br
Assunto: Re: Novas propostas de sítios: "Pico do Itambé" e "Cachoeira da Casca d'Anta", MG

..........................

 

Além do valor geológico do Pico do Itambé, gostaria de ressaltar aqui seu valor histórico-cultural por tratar-se de um marco geográfico importantíssimo. Seu destaque em altura na paisagem guiou os que cruzaram as Minas Gerais durante parte de nossa história colonial e, com certeza, também, os deslocamentos dos povos indígenas.

Esses marcos geográficos são muitas vezes chamados de “referências culturais”, pois são referenciados por inúmeras pessoas pela sua importância na paisagem, pelo valor afetivo que despertam, pela sua relação estreita com alguma cidade, pelo seu valor como elemento de contemplação, etc. No caso específico da região de Serro e Diamantina, há que se valorizar também a relação do Pico com estas cidades históricas tombadas e com o percurso do Caminho dos Diamantes, trecho da Estrada Real. (Diamantina, de onde se distingue tão claramente o Pico é, também, patrimônio mundial pela UNESCO.)

Concordo plenamente com a questão já destacada pelo representante da SBP: o fato do Pico do Itambé encontrar-se em área protegida é mais um dado a favor de sua inclusão.

Considero que o sítio deva ser incluído para “compor base de dados de nossos MONUMENTOS GEOLÓGICOS”, conforme definição da SIGEP.

Atenciosamente

Isolda Honnen - Iphan


De: Celia Regina de Gouveia Souza [mailto:celia@igeologico.sp.gov.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de julho de 2008 11:56
Assunto: Re: Análise e voto de membros da SIGEP

Manfredo e demais,
Votos que faltam:
Sítios do Itambé e Cachoeira da Casca: Aprovados com restrições (as mesmas colocadas em e-mail anterior do Manfredo, principalmente no que se refere à Cachoeira da Casca).
Celia
Representante ABEQUA


De: Carlos Schobbenhaus [mailto:schobben@df.cprm.gov.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de julho de 2008 15:27
Assunto: Re: Voto da CPRM
Meus votos:
........................ 
PICO DO ITAMBÉ, SERRO, MG 
Aprovo a proposta. O sítio tem importância geomorfológica  (registros de superfície aplainada pós-Gondwana), sedimentar-estratigráfica (contato dos conglomerados diamantíferos Sôpa-Brumadinho com o embasamento arqueano) e histórico-cultural. Acresça-se ainda sua beleza cênica.

De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: terça-feira, 15 de julho de 2008 16:56
Assunto: ENC: Votos da SBGeo
 
Colegas da SIGEP,
 estou de acordo com o parecer do colega Schobbenhaus, e apresento VOTO favorável para as propostas dos sítios:
CACHOEIRA DA CASCA D'ANTA, MG
e
PICO DO ITAMBÉ, SERRO, MG 
 
Aproveito para lembrar aos proponentes que, caso a sua proposta seja aprovada, reportem-se às recomendações de membros da Comissão expressas na página da proposta ao elaborar o artigo sobre o sítio.
 
Saudações
Manfredo
c/c proponentes
Manfredo Winge
Representante da SBGeo na SIGEP
2008 - ANO INTERNACIONAL DO PLANETA TERRA - AIPT

De: Manfredo Winge [mailto:mwinge@terra.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 16 de julho de 2008 09:38
Para: Kerley Wanderson Andrade (kwandrade@yahoo.com.br); Leila Benitez (leilabenitez@gmail.com); Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mchaves@ufmg.br); Mário Luiz de Sá Carneiro Chaves (mlschaves@gmail.com)
Assunto: Pico do Itambé, Serro, MG - PROPOSTA APROVADA
 
 Prezado Mário Luiz e demais proponentes
seguindo as normas da SIGEP, comunico, com satisfação, que a proposta de vocês com compromisso de descrição foram aprovados.
 
Assim, o sítio " Pico do Itambé, Serro, MG ", passa a ser relacionado na lista de sítios aprovados e com autores comprometidos com a sua descrição: http://www.unb.br/ig/sigep/quadro.htm.
 
Isto considerado, solicitamos confirmar a data mais provável de entrega da primeira minuta do artigo com o qual, uma vez aprovado, se registrará em definitivo o sítio junto à SIGEP, juntamente com o elenco de propostas de preservação/conservação como patrimônio geológico, através de publicação na Internet e, eventualmente, em volume de SÍTIOS GEOLÓGICOS E PALEONTOLÓGICOS DO BRASIL.
 
A elaboração da minuta do artigo deve seguir as instruções (*) para os autores e considerar as sugestões e recomendações expressas pela comunidade geocientífica e pelos membros da SIGEP expressas na página da proposta:
http://www.unb.br/ig/sigep/propostas/Pico_Itambe_Serro_MG.htm
 
Qualquer dúvida a respeito favor nos contactar.
 
Manfredo Winge
Representante da SBGeo
p/corpo editorial
c/c SIGEP
 
(*)
Observações sobre as Instruções  para os autores
 
Solicitamos leitura atenta das instruções aos autores que sofreram algumas pequenas inclusões; destacamos:
- enviar em Word em uma coluna só, mas já no formato geral especificado e tipos de letras determinados (faremos a editoração final em duas colunas após a revisão final e aprovação do artigo);
- atentar para a escolha adequada de título e subtítulo para o artigo, concisos mas que deem clara idéia do sítio descrito e de sua tipologia principal;
- versão em inglês é obrigatória mas somente deve ser encaminhada depois do artigo ser aprovado;
- uma ou duas fotos de página inteira para Fig. 1 significativa e bonita, com ou sem encarte, que retrate da melhor forma possível o sítio nas primeiras páginas do artigo;
- rigorosa seleção das figuras e fotos em termos de qualidade e significância, evitando repetições;
- todas as figuras e fotos, com ótima resolução e QUALIDADE a melhor possível, deverão ser enviadas em arquivos separados após a aprovação e disponibilização do artigo na internet; entretanto, elas podem ser incluídas inicialmente no texto com resolução rebaixada (~ 100 dpi; largura maior 170mm) para o pre print na internet;
se ainda não foi encaminhado na proposta, providenciar minicurrículo (até 120 palavras) e uma foto  tipo 3x4 de cada  um dos autores ;
- desdobrar, na medida do possível, o capítulo MEDIDAS DE PROTEÇÃO nos ítens indicados;
- sobre o capítulo SINOPSE SOBRE A ORIGEM, EVOLUÇÃO GEOLÓGICA E IMPORTÂNCIA DO SÍTIO: deve ser conciso e, na medida do possível, de linguagem acessível a não especialistas. Recentemente instituído, já com vistas ao Volume III da SIGEP, o seu objetivo é apresentar, em um único local do artigo, uma síntese da história geológica pondo em destaque os eventos geológicos (e paleobiológicos), de preferência cronologicamente organizados, que estiveram ligados à formação e à evolução do sítio até a sua presente ocorrência. Uma certa redundância até poderá ocorrer com relação a aspectos apresentados com mais detalhe em outros ítens como o da DESCRIÇÃO DO SÍTIO, mas aqui devem ser abordados de forma enxuta/concisa e organizada (sinóptica) que enfatize os fenômenos evolutivos que sejam relevantes em qualquer dimensão e conceito (físico/químico, micro a macro até de tectônica global se for o caso).  Estima-se que para este ítem seja suficiente uma página de texto (sem contar eventuais figuras adicionais inseridas) mas, conforme a complexidade evolutiva, poderá se ter até duas páginas, finalizando-se com um parágrafo que, também de forma concisa, indique claramente o porquê da importância extraordinária do sítio;
- ver detalhes e todas outras orientações em:
http://www.unb.br/ig/sigep/InstrucoesAutores.htm 
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AVALIAÇÃO FINAL DE PROPOSTA
DE DESCRIÇÃO DE SÍTIO GEOLÓGICO - PALEOBIOLÓGICO

Nome do Sítio:  Pico do Itambé, Serro, MG
Proponentes:  
Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves; Leila Benitez; Kerley Wanderson Andrade

Considerando os pareceres, comentários e réplicas constantes na página da proposta, as instituições membros da SIGEP, assim se pronunciam, através de seus representantes, quanto à proposta em epígrafe

INSTITUIÇÃO PARECER
Favorável
Não favorável 
Abstenção
Restrições/Exigências
Não se pronunciou[
Em banco]
Academia Brasileira de Ciências – ABC  
Associação Brasileira de Estudos do Quaternário – ABEQUA Favorável
Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM  
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE  
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis– IBAMA  
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN Favorável
Petróleo Brasileiro SA - PETROBRÁS Favorável
Serviço Geológico do Brasil – CPRM

Favorável

Sociedade Brasileira de Espeleologia – SBE

 

Sociedade Brasileira de Geologia – SBGeo

Favorável

Sociedade Brasileira de Paleontologia – SBP

Favorável